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PEÇAS EM CARTAZ

A ALEGRIA DO PALHAÇO, de Antonio Rocco. Pela primeira vez em 25 anos, o ator paulistano Roney Facchini encara um monólogo. Diante do texto dirigido pelo autor, ele percebeu não só a chance de fazer um solo mas também de testar a versatilidade em nove personagens. Inicialmente, interpreta um palhaço que, depois de uma desilusão amorosa, põe fogo no circo, mata os artistas e foge. Na tentativa de ludibriar público e polícia, faz-se passar por outros integrantes da trupe e, mais ainda, encarna seus respectivos personagens. Assim, surgem em cena o bilheteiro, um padre, um terrorista, um poeta português e um capitão de navio, entre outros. Carismático e sensível, o protagonista surpreende pela rapidez de sua transformação nos diferentes tipos da montagem. Mas é na pele de um amargurado cômico que Facchini, longe de qualquer caracterização extra, reafirma talento. Com olhar melancólico, pode emocionar ou divertir em fração de minutos, auxiliado pela funcional trilha sonora composta por Ricardo Severo (60min). 14 anos. Estreou em 14/3/2008. N.Ex.T. (99 lugares). Rua Rego Freitas, 454, Vila Buarque, 3106-9636, Metrô República. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00. A bilheteria abre uma hora antes. Estac. (R$ 5,00). Até 25 de maio.

A ALMA IMORAL, adaptação de Clarice Niskier para livro homônimo de Nilton Bonder. O monólogo protagonizado por Clarice estreou no Rio de Janeiro em julho de 2006 e já foi visto por mais de 60.000 espectadores em diversas cidades brasileiras. Até assistirem ao espetáculo, muitos podem considerá-lo um êxito na onda dos best-sellers de auto-ajuda. Tal desconfiança se desfaz em minutos. No papel que lhe valeu o Prêmio Shell no ano passado, a atriz entra em cena falando sobre sua primeira impressão ao ler a obra e divide questionamentos com a platéia. É um roteiro quase informal. Baseado em conceitos bíblicos e filosóficos, instiga sobre o certo e o errado, o moral e o imoral ou a necessidade de trair para romper limites. Clarice aparece nua em boa parte da montagem e transforma um único tecido preto em figurinos. Guiada pela sutil supervisão do diretor Amir Haddad, seduz cada espectador como se fosse o único. Nessa intimidade está a razão do sucesso (75min). 18 anos. Estreou em 14/3/2008. Livraria Cultura – Teatro Eva Herz (166 lugares). Avenida Paulista, 2073 (Conjunto Nacional), 3170- 4059, Metrô Consolação. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 50,00. Bilheteria: 14h/20h (qua. e qui.); a partir das 14h (sex. e sáb.); partir das 12h (dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. Até 15 de junho.

O AMANTE DO MEU MARIDO, adaptação de Miriam Lins para texto de Rodolfo da Rocha Carvalho. Comédia. Um sujeito aposentado ganha a oportunidade de realizar o sonho de sua vida: ser ator. O convite para interpretar o homossexual de uma peça, no entanto, envolve-o em vários mal-entendidos. Com Mateus Carrieri, Milton Levy, Adelita Del Sart e Miriam Lins, também diretora da montagem (70min). 12 anos. Estreou em 5/10/2007. Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente (316 lugares). Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista, 3289-2358. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h30. R$ 30,00 (sex. e dom.) e R$ 40,00 (sáb.). Bilheteria: a partir das 14h (sex. a dom.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 11 de maio.

AMOR, MEU GRANDE AMOR, de Renato Andrade. Do mesmo autor de Retratos e Canções, o drama aborda relacionamentos sob a perspectiva feminina. Três mulheres, afastadas pelo tempo, compartilham sonhos e frustrações. Com Cintia Takeda e Selma Trajano. Direção do autor (60min). 10 anos. Estreou em 9/3/2006. Espaço dos Satyros Um (70 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 214, Consolação, 3258-6345, Metrô República. Quarta, 21h. R$ 20,00. Estac. (R$ 5,00). Até 7 de maio.

O ANALISTA DE BAGÉ E O FILHO GAY, de Cláudio Cunha. Comédia. Em 1983, o ator e diretor Cláudio Cunha transportou o personagem de Luis Fernando Verissimo para os palcos e descobriu um filão. Já são treze montagens protagonizadas pelo conservador machão gaúcho. Agora, durante uma palestra sobre a terapia do riso, ele faz uma descoberta: seu filho é homossexual. Com Fausto Saez e Adriana Richter (80min). 16 anos. Estreou em 11/4/2008. Espaço Cultural Santo Agostinho (724 lugares). Rua Apeninos, 118, Liberdade, 3209-4858, Metrô Vergueiro. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 30,00. Bilheteria: 15h/20h (qua. e qui.); a partir das 15h (sex. a dom.). Estac. (R$ 10,00). Até 30 de junho.

O ARLECCHINO, de Dario Fo. Escrita pelo dramaturgo italiano em 1985, a comédia é composta de cinco esquetes intercalados por música ao vivo. Em cada história, o protagonista Arlecchino (Augusto Marin, à vontade no papel) vive situações que recuperam os primórdios da commedia dell'arte. O conjunto mostra-se irregular, apesar da pesquisa e da visível técnica do elenco. Algumas histórias, como o prólogo encenado por uma criada, são mais engraçadas. Outras, nem tanto. Um exemplo é O Asno, também prejudicada pelo distanciamento da encenação em palco italiano. Com Michelle Gabriel, Salete Fracarolli, Paulo Dantas e outros. Direção de Augusto Marin (110min). 10 anos. Estreou em 7/12/2007. Teatro Commune (110 lugares). Rua da Consolação, 1218, Consolação, 3476-0792. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: 14h30/21h30 (qua. a dom.). Até 25 de maio.

ARRUFOS, criação coletiva do grupo XIX de Teatro. Drama. Num galpão iluminado por abajures, os espectadores são acomodados dois a dois em arquibancadas forradas com confortáveis almofadas. Neste ambiente à meia-luz, a companhia cria o clima propício para falar do amor nos séculos XVIII, XIX e XX. Baseada em pesquisas documentais, a trupe dirigida por Luiz Fernando Marques já abordou a loucura no impactante Hysteria (2002) e a rotina nos cortiços paulistanos em Hygiene (2005). Agora, escolheu um tema bem mais próximo da realidade dos seis atores/criadores e do próprio público. As relações amorosas – namoros, casamentos, flertes ou contratos sociais – servem de contraponto para radiografar a sociedade de cada época. Cheio de sinceridade e sutileza, o elenco interage com uma platéia ora comovida, ora cúmplice, e dá um novo passo em sua exemplar trajetória (110min). 16 anos. Estreou em 16/2/2008. Vila Maria Zélia (70 lugares). Rua dos Prazeres, 362 (esquina com a Rua Cachoeira), Belenzinho. Informações e reservas, 2081-4647. Sexta, 21h; sábado, 20h; domingo, 19h. R$ 20,00. A bilheteria abre uma hora antes. Até 11 de maio.

ÀS FAVAS COM OS ESCRÚPULOS, de Juca de Oliveira. A comédia traz o próprio autor como um senador corrupto que trai a mulher (Bibi Ferreira) com a secretária (Bárbara Paz). É uma montagem bem-acabada, com cenário caprichado e direção de Jô Soares, já aplaudida por 75.000 pessoas. Grande parte do sucesso se deve a Bibi Ferreira. Do olhar mais discreto à ótima cena de embriaguez de sua personagem, a atriz faz por merecer o título de diva do teatro brasileiro. Com Neusa Maria Faro e Daniel Warren (100min). 14 anos. Estreou em 18/5/2007. Teatro Raul Cortez (522 lugares). Rua Doutor Plínio Barreto, 285, Bela Vista, 3188-4141. Quinta e sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 80,00. Bilheteria: 14h/20h (ter. e qua.); a partir das 14h (qui. a dom.). Cc.: todos (apenas por telefone). Cd.: todos. FP. Estac. c/manobr. (R$ 14,00). Até 1º de junho.

AUTO DA BARCA DO INFERNO – O DUELO, de Gil Vicente. Comédia. O famoso texto do dramaturgo português Gil Vicente (1465-1536) inaugura um novo teatro, localizado no campus da Universidade Bandeirante (Uniban), na Avenida Rudge. Escrita em 1517, a peça encenada pelo grupo Gatu ganhou um subtítulo. Satiriza o juízo final por meio de duas barcas repletas de mortos com destinos diferentes: um grupo seguirá para o céu e outro para o inferno. Direção de Eloisa Vitz (80min). 14 anos. Teatro Gil Vicente (147 lugares). Avenida Rudge, 315, Barra Funda, 3618-9014. Sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 30,00. A bilheteria abre uma hora antes. Até 29 de junho. A estréia estava prometida para sábado (26).

BARTLEBY, adaptação de José Sanchis Sinisterra para conto do americano Herman Melville (1819-1891). Drama. Criado pelo autor de Moby Dick em 1853, o personagem-título é um escriturário que, cansado da burocracia de seu trabalho, adota o imobilismo como estilo de vida. Inédita no Brasil, a versão do dramaturgo espanhol critica a alienação do homem moderno. Com Cácia Goulart e Rodrigo Gaion. Direção de Joaquim Goulart (90min). 14 anos. Estreou em 29/2/2008. Sesc Avenida Paulista – Teatro de Câmara (100 lugares). Avenida Paulista, 119, 3179-3700, Metrô Brigadeiro. Sexta a domingo, 20h. R$ 20,00. Bilheteria: 9h/22h (ter. a qui.); a partir das 10h (sex. a dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 11 de maio. A reestréia estava prometida para sexta (25).

O BEM-AMADO, de Dias Gomes. Comédia. Um grande ator, Marco Nanini, e um encenador inquieto, Enrique Diaz. Juntos, eles têm nas mãos a peça de Dias Gomes (1922-1999) alçada a clássico das telenovelas em 1973. À frente do grupo Cia. dos Atores, Nanini encarou o desafio de recriar no palco o coronel Odorico Paraguaçu, imortalizado por Paulo Gracindo na televisão. Tinha tudo para dar muuuuuito certo. Não deu. A receita para um saboroso programa desandou no tempero. Com carisma e veia cômica reconhecidos, o protagonista até imprime sua marca no demagogo prefeito que, sem pudores éticos, governa a fictícia cidade de Sucupira. O diretor, porém, que já virou do avesso Shakespeare e Tchecov, parece inibido ao lidar com um autor tão próximo e, sobretudo, com um astro do quilate de Nanini. Prato cheio para detonar a política, O Bem-Amado agora se restringe a uma diversão ligeira, incapaz de mostrar ironias com as mazelas do país tão evidentes na obra original de Dias Gomes. Do elenco, sobressai Gustavo Gasparani. Na pele do matador Zeca Diabo, ele vive, ao lado de Nanini, as melhores cenas. As atrizes Susana Ribeiro, Bel Garcia e Raquel Rocha interpretam as irmãs Cajazeira (90min). 14 anos. Estreou em 18/4/2008. Teatro Cultura Artística – Sala Esther Mesquita (1?156 lugares). Rua Nestor Pestana, 196, centro, 3258-3344. Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 25,00 a R$ 100,00 (sex. e dom.); R$ 30,00 a R$ 120,00 (sáb.). Bilheteria: 12h/19h (seg. a qui.); a partir das 12h (sex. a dom.). Cc.: todos. FP. Até 27 de julho.

CABARÉ DA SANTA, de Jorge Louraço e Reinaldo Maia. A nova montagem do grupo Folias é uma comédia musical. Durante as comemorações dos 200 anos da chegada de dom João VI e a corte ao Brasil, um grupo português visita o país para investir num cabaré decadente. Mas o negócio não passa de fachada para o financiamento de uma campanha eleitoral. Com Bete Dorgam, Bruno Perillo, Gustavo Trestini, Simoni Boer e outros. Direção de Dagoberto Feliz (95min). 14 anos. Estreou em 15/3/2008. Galpão do Folias (77 lugares). Rua Ana Cintra, 213, Santa Cecília, 3361-2223, Metrô Santa Cecília. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 30,00. Bilheteria: 16h/20h (qua. e qui.); a partir das 16h (sex. a dom.). Até 27 de julho.

O CAMINHO PARA MECA, de Athol Fugard. Drama. É sempre prazeroso ver em cena uma grande atriz como Cleyde Yáconis, de 84 anos. Mesmo em um espetáculo menor, como essa montagem. A peça inspira-se na história real da artista plástica Helen Martins, que nasceu em uma comunidade branca da África do Sul e encontrou na escultura uma forma de manifestar sua indignação com as injustiças testemunhadas. Mas isso passa despercebido no palco e a personagem acaba desperdiçada. Tanto o texto do dramaturgo sul-africano Athol Fugard como a direção nada ousada de Yara de Novaes centram a trama no manjado drama das limitações da terceira idade, a partir do embate da protagonista com uma amiga jovem e o pastor local. Com Lúcia Romano e Cacá Amaral (90min). 12 anos. Estreou em 5/4/2008. Teatro Cosipa Cultura (288 lugares). Avenida do Café, 277, Jabaquara, 5070-7018, Metrô Conceição. Sexta, 19h30; sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 40,00. Bilheteria: 14h/20h (ter. a qui.); a partir das 15h (sex. a dom.). Televendas. 3089-6999. Cd.: todos. Estac. na Rua Guatapará, 170 (R$ 8,00). Até 1º de junho.

CARDIFF, de Eugene O'Neill (1888-1953). O drama acompanha a aflição da tripulação de um navio, sujeita a nevoeiros, chuvas e também à agonia de um marujo gravemente ferido. Os espectadores na platéia presenciam uma tempestade. A experiência sensorial continua durante a calmaria, quando o público sobe ao palco, que faz às vezes de convés. Na última etapa, no subsolo do teatro transformado em porão do cargueiro, o impacto visual cede espaço às palavras. A Cia. Triptal, sob a direção de André Garolli, expõe com intensidade a solidão, a esperança, o medo e outros sentimentos tratados por O'Neill (80min). 12 anos. Estreou em 20/3/2006. Teatro Artur Azevedo (40 pessoas). Avenida Paes de Barros, 955, Mooca, 6605-8007. Quarta e quinta, 21h. R$ 15,00. Até 15 de maio.

CARRO DE PAULISTA, de Alessandro Marson e Mário Viana. Sucesso há cinco anos, a comédia mostra as enrascadas em que se envolvem quatro rapazes da Zona Leste decididos a cruzar a cidade a fim de paquerar as "minas bacanas" dos Jardins. Em um carro velho e com alguns trocados no bolso, a turma acaba envolvida em uma série de confusões noturnas, da Radial Leste à Rua Augusta. Despretensiosa, a montagem reúne cinco jovens atores que, com desenvoltura, destilam gírias típicas da periferia paulistana bem empregadas pela dupla de autores. Com Aline Abovsky, Thiago Catelani, Vinícius Calamari, Fabio Neppo e Tadeu Pinheiro. Direção de Jairo Mattos (70min). 16 anos. Estreou em 26/4/2003. Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente (316 lugares). Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista, 3289-2358. Sábado, 22h30. R$ 30,00. Bilheteria: 14h/21h (qui.; sex. e dom.); a partir das 14h (sáb.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 28 de junho.

OS 120 DIAS DE SODOMA, adaptação de Rodolfo García Vazquez. Drama. A companhia Os Satyros dá seqüência à sua trilogia sobre a obra do Marquês de Sade (1740-1814), iniciada com A Filosofia na Alcova. Barra-pesada, o livro Os 120 Dias de Sodoma foi escrito pelo nobre na prisão da Bastilha, onde passou boa parte de sua vida. Narra uma história de nobres libertinos que se propõem a organizar uma orgia. Crítica e incômoda, a montagem leva os personagens de Sade para a Brasília do governo Lula com referências explícitas a nomes do cenário político. O paralelo é traçado com base em quatro personagens: o Presidente de Curval, cuja fortuna foi acumulada graças a sentenças favoráveis a criminosos; o Ministro Durcet, mestre na arte da corrupção; o empresário Duque de Blangis, herdeiro de uma colossal riqueza; e seu irmão, o Bispo de Blangis, que graças à defesa da moral conseguiu um assento na Assembléia Nacional. Direção do adaptador (120min). 18 anos. Estreou em 5/5/2006. Espaço dos Satyros Dois (70 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 214, Consolação, 3258-6345, Metrô República. Sábado e domingo, 20h30. R$ 30,00. Estac. (R$ 5,00). Até dezembro.

O CÉU CINCO MINUTOS ANTES DA TEMPESTADE, de Silvia Gomez. Drama. Mais um texto do Círculo de Dramaturgia do Centro de Pesquisa Teatral (CPT), coordenado por Antunes Filho, ganha a cena. Angustiada pelo abandono do marido, uma enfermeira passa os dias cuidando da filha, amortecida por remédios. Quando ele retorna para casa, encontra as duas completamente alheias à realidade. Com Paula Arruda, Patrícia Carvalho e outros. Direção de Eric Lenate (50min). 14 anos. Estreou em 15/2/2008. Sesc Consolação – Sala CPT (70 lugares). Rua Doutor Vila Nova, 245, 7º andar, Consolação, 3234-3000. Sexta, 21h. R$ 20,00. Bilheteria: 14h/21h (seg. a sáb.); 14h/19h (dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 25 de julho.

DIVINA ELIZETH, de João Falcão. Musical. Elizeth Cardoso (1920-1990) ocupou um posto no panteão das maiores cantoras brasileiras. Divina, como ficou conhecida, celebrizou a bossa nova com o disco Canção do Amor Demais (1958) e fortaleceu sua ligação com o samba a partir da década de 60. A bem-sucedida montagem foge da biografia linear e apresenta fatos de sua vida com base em clássicos como Canção da Volta, Carinhoso e Chega de Saudade. As atrizes Ana Pessoa, Beatriz Faria, Carol Bezerra, Daniela Fontan e Dhu Moraes interpretam Elizeth em um interessante jogo de espelhos que lembra A Dona da História, o primeiro sucesso de Falcão. No palco ainda estão cinco instrumentistas, que tocam as músicas arranjadas por Josimar Carneiro e Marcílio Lopes. Direção do autor (105min). 12 anos. Estreou em 13/4/2008. Teatro Shopping Frei Caneca (600 lugares). Shopping Frei Caneca, 6º andar, 3472-2226. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 80,00. Bilheteria: 13h/19h (ter. a qui.); a partir das 13h (sex. a dom.). Estac. (R$ 4,00 por duas horas). Até 1º de junho.

DIVINAS PALAVRAS, de Ramón Del Valle-Inclán (1866-1936). Tragicomédia. Depois dos impactantes A Vida na Praça Roosevelt e Inocência, a Cia. Os Satyros se mostra menos inspirada na encenação do texto escrito em 1920 pelo autor espanhol. No palco está um deficiente físico exposto pela mãe em eventos públicos em troca de dinheiro. Ao ficar órfão, o rapaz vira alvo de disputa familiar. Com uma atmosfera sombria e muitos personagens, a montagem pretere a emoção em nome da simbologia. Mesmo que o talento do diretor Rodolfo García Vázquez se evidencie em algumas cenas – como a da atriz Cléo De Páris cantando Lady Laura, de Roberto e Erasmo Carlos –, o esforço passa ao largo (100min). 14 anos. Estreou em 16/11/2007. Espaço dos Satyros Um (75 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 214, Consolação, 3258-6345, Metrô República. Sexta e sábado, 21h30; domingo, 21h. R$ 10,00 (preço promocional). Estac. (R$ 5,00). Até 11 de maio.

ENSINA-ME A VIVER, de Colin Higgins. Diante do sucesso do filme do americano Hal Ashby em 1971, o roteirista transformou a comédia dramática protagonizada por Ruth Gordon e Bud Cort em peça lançada no Brasil dez anos depois. A certeza de que a história de amor entre Harold e Maude não perde fôlego levou à remontagem estrelada por Arlindo Lopes e Glória Menezes. Mas é a encenação concebida por João Falcão que faz toda a diferença. Com uma trilha descolada e apelo visual quase cinematográfico, a direção foge das caricaturas e moderniza a trama – a respeito de uma octogenária alto-astral e um jovem obcecado pela morte. Enquanto os coadjuvantes Ilana Kaplan, Fernanda de Freitas e Augusto Madeira soam afinados, o par protagonista tem química de sobra para fazer rir e, principalmente, emocionar (90min). 12 anos. Estreou em 27/10/2007. Teatro Faap (504 lugares). Rua Alagoas, 903, Pacaembu, 3662-7233. Quinta a sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 70,00 (qui. e sex.) e R$ 80,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: 14h/21h (qua. e qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. FP. Até 25 de maio.

ESTE CORPO QUE NÃO TE PERTENCE, de Djalma de Lima. Comédia. A montagem da Cia. dos Bonitos busca inspiração nos clássicos do vaudeville francês. No centro da trama estão um rico general, sua mulher infiel e um médico. Todos querem trocar de corpo com um jovem herdeiro prestes a ficar milionário. Direção do autor (70min). 14 anos. Estreou em 28/3/2008. Teatro União Cultural (270 lugares). Rua Mário Amaral, 209, Paraíso, 2148-2905. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00 (sex. e dom.); R$ 30,00 (sáb.). Bilheteria: 9h/19h (seg. a qui.); a partir das 9h (sex.); a partir das 13h (sáb. e dom.). Até 25 de maio.

FLORES BRANCAS, de João Fábio Cabral. Comédia romântica. Uma das revelações da dramaturgia paulistana, o autor de Rosa de Vidro e Distante enfoca a homossexualidade no novo trabalho. As atrizes Luciana Caruso e Zeza Mota interpretam duas mulheres que tentam consolidar um relacionamento. Entre os achados estão a direção sensível de Fabiana Carlucci e Rogério Harmitt, que exibe sensuais cenas protagonizadas pela dupla, e a opção por uma abordagem leve para um tema sempre tratado com tanto peso (60min). 18 anos. Estreou em 5/4/2008. Teatro Crowne Plaza (153 lugares). Rua Frei Caneca, 1360, Cerqueira César, 3289-0985, Metrô Consolação. Sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 30,00. Bilheteria: 16h/21h (ter. a sex.); a partir das 16h (sáb. e dom.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 31 de maio.

O HOMEM INESPERADO, de Yasmina Reza. Comédia. De maneira sutil, a dramaturga francesa ludibria o público. Por trás de argumentos leves, quase inofensivos, ela propõe temidas reflexões. Quem viu Arte ou Três Versões da Vida, peças já montadas na cidade, sabe. Dirigida por Emílio de Mello, a trama parte de um ponto nada original – o encontro de uma fã e seu ídolo. Poucos autores fugiram da histeria comum ao assunto como Yasmina. Construído em monólogos, o texto apóia-se na visão de cada um sobre a possível interação, numa viagem de trem. Paulo Goulart compõe um escritor ranzinza, de gestos largos, que divide a cabine com uma dona-de-casa – Nicette Bruno, contida, longe de ser tiete. Ela conhece os livros dele de cor e alimenta fantasias com o vizinho de poltrona. O eficiente bate-bola, nutrido pela intimidade de Goulart e Nicette, dá direito a um delicioso final (70min). 14 anos. Estreou em 12/1/2008. Teatro Renaissance (448 lugares). Alameda Santos, 2233, Cerqueira César, 3188-4141, Metrô Consolação. Sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 60,00. Bilheteria: 14h/20h (ter. a sex.); a partir das 14h (sáb. e dom.). FP. Estac. c/manobr. (R$ 14,00). Até 1º de junho.

HOMEM VOA? VOA, de Antonio Velloso. Além de escrever e dirigir, o autor revive o mito de Santos Dumont como protagonista desse monólogo dramático. O início do interesse do pai da aviação pela física e pela mecânica serve de contraponto para a abordagem do desejo de liberdade comum aos seres humanos e do sonho de voar (60min). 14 anos. Estreou em 8/4/2008. Teatrix (66 lugares). Rua Peixoto Gomide, 1066, Cerqueira César, 3285-0939, Metrô Trianon-Masp. Terça, 21h. R$ 20,00. Bilheteria: 12h/15h e 18h/0h (ter. a sex.); 18h/0h (sáb. e dom.). Até 27 de maio.

OS HOMENS SÃO DE MARTE... E É PRA LÁ QUE EU VOU!, de Mônica Martelli. No boca-a-boca, a comédia virou um megassucesso visto por 150.000 cariocas. E repete o êxito aqui, com 90 000 espectadores. De formato intimista, pouco adequado para um teatrão como o Procópio Ferreira, a peça acompanha os desabafos de Fernanda, uma balzaquiana que, no desespero de casar, se envolve com os tipos mais improváveis. A platéia faz o papel de colegas de terapia. Terreno fértil para o humor mordaz, explorado muitas vezes com inteligência no palco e fora dele – em novela, salão de beleza, rodinha de amigas... –, o dilema feminino ganha uma abordagem estereotipada e calcada em piadas previsíveis. Mônica Martelli, dona de timing cômico e talento, está respaldada pela eficiente direção de Victor Garcia Peralta. Já o seu texto, ainda que seja um besteirol despretensioso, deixa a desejar (70min). 14 anos. Estreou em 14/4/2007. Teatro Procópio Ferreira (670 lugares). Rua Augusta, 2823, Jardim Paulista, 3083-4475. Sexta e sábado, 21h30; domingo, 19h. R$ 50,00 (sex.), R$ 60,00 (dom.) e R$ 70,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/19h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. FP. Até 25 de maio.

ILUSTRÍSSIMO FILHO DA MÃE, de Leilah Assumpção. Comédia. Miriam Mehler e Jairo Mattos protagonizam o novo texto da autora de Intimidade Indecente. Sem a força do trabalho anterior, a dramaturga apresenta um executivo em crise pessoal que busca os conselhos da mãe, uma advogada aposentada. Apesar de provocar alguma graça, o caprichado espetáculo perde a chance de mostrar o interessante perfil de um homem sufocado por mulheres fortes e escorrega nas piadas fáceis. Com Renata Imbriani. Direção de Marcio Aurelio (70min). 14 anos. Estreou em 17/4/2008. Teatro Jaraguá (280 lugares). Rua Martins Fontes, 71 (Novotel Jaraguá), centro, 3255-4380, Metrô Anhangabaú. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 60,00. Bilheteria: 14h/19h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Cc.: M e V. Cd.: todos. Até 13 de julho.

I LOVE NEIDE, de Pablo Diego e Marcelo Saback. Comédia. Eduardo Martini dirige e interpreta o monólogo sobre as aventuras de Neide Boa Sorte. A personagem, que nasceu no programa televisivo de Hebe Camargo, ganha o palco em situações cômicas, como o encontro com seu futuro marido, chamado Waldisney, e sua ida a uma rave (70min). 14 anos. Estreou em 30/5/2007. Teatro Shopping Frei Caneca (600 lugares). Shopping Frei Caneca, 6º andar, 3472-2229. Terça e quinta, 21h. R$ 30,00. Bilheteria: 13h/21h (ter. a sáb.); 13h/19h (dom.). FP. Estac. (R$ 4,00 por duas horas).

INÊS – GIL VICENTE POR ELE MESMO, de Achileu Nogueira Neto. A comédia procura explicar como Gil Vicente criou A Farsa de Inês Pereira. Acusado de plagiar obras do teatro espanhol, ele teria sido submetido a um desafio. Além de escrever uma de suas mais famosas peças, o autor português aproveitou para satirizar os inimigos, transformando-os em personagens ridículos da trama. Com a Cia. dos Ícones. Direção do autor (75min). 12 anos. Estreou em 5/5/2007. Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat (391 lugares). Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista, 3289-2358. Quinta, 21h. R$ 40,00. Bilheteria: 14h/21h30 (qui. a dom.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 26 de junho.

O MALA, de Larry Shue. Comédia. Esqueça a elegância do ator José Rubens Chachá como o escritor Oswald de Andrade da minissérie Um Só Coração e do espetáculo Tarsila. Na pele de um inconveniente hóspede que aparece de supetão na casa de um amigo (Otávio Martins) e não vai embora, ele é o achado da montagem. Fiel ao original, a peça perde pontos por se parecer demais com um seriado americano, o que reduz sua graça. Uma adaptação para o espírito brasileiro renderia programa mais divertido. Com Tânia Khalill, Eduardo Leão e outros. Direção de Isser Korik (90min). Livre. Estreou em 11/1/2008. Teatro Folha (305 lugares). Shopping Pátio Higienópolis, 3823-2323. Sexta, 21h30; sábado, 20h e 22h; domingo, 20h. R$ 40,00 (sex. e dom.) e R$ 50,00 (sáb.). Bilheteria: 15h/21h (ter. a qui.); a partir das 13h (sex.) e das 12h (sáb. e dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Ingressos antecipados, 3823-2737. FP. Estac. (R$ 5,00 por duas horas). Até 29 de junho.

A MANDRÁGORA, de Maquiavel. Escrita há 500 anos, a comédia de cunho crítico sustenta-se num jogo amoral. André Garolli interpreta o inescrupuloso Calímaco, ávido por possuir a qualquer custo Lucrécia (Samantha Caracante), a mulher de um ricaço bobalhão (Guilherme Sant'Anna). Para tanto, Calímaco se faz passar por médico e prescreve ao casal um absurdo tratamento de fertilidade. Completado por Brian Penido Ross, Flávio Tolezani e Nani Oliveira, o elenco esbanja maturidade e talento. Direção de Eduardo Tolentino de Araújo (90min). 14 anos. Estreou em 9/7/2004. Teatro Nair Bello (200 lugares). Shopping Frei Caneca, 3º piso, 3472-2424. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 40,00. Bilheteria: 14h/21h (ter. e qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Cc.: A, M e V. Cd.: R e V. Estac. (R$ 4,00 por duas horas). Até 15 de junho.

MARIA PEREGRINA, de Luís Alberto Abreu. O autor construiu o drama a partir de uma pesquisa dos integrantes da Cia. Teatro da Cidade, de São José dos Campos. Maria Peregrina viveu por duas décadas nas ruas daquele município e, após sua morte, em 1964, passou a fazer parte do imaginário popular. Direção de Claudio Mendel (60min). 12 anos. Estreou em 18/6/2000. Teatro Coletivo Fábrica – Sala 2 (84 lugares). Rua da Consolação, 1623, Consolação, 3255-5922. Sexta e sábado, 21h30; domingo, 20h. R$ 20,00. A bilheteria abre uma hora antes. Estac. no nº 1681 (R$ 8,00). Até 29 de junho.

MEMÓRIA DO MUNDO, de João Paulo Lorenzon. Apaixonado pela obra de Jorge Luis Borges (1899-1986), o autor protagoniza o monólogo dramático. Uma noite da vida do escritor argentino é reconstituída em cena. Nela, ele reflete sobre a cegueira progressiva, a relação com o pai e a paixão por Beatriz, sua eterna musa. Direção de Élcio Nogueira Seixas (50min). 14 anos. Sesc Avenida Paulista – Espaço 12º Andar (25 lugares). Avenida Paulista, 119, Metrô Brigadeiro, 3179-3700. Quinta, 19h30 e 21h. R$ 8,00. Bilheteria: 9h/22h (ter. a sex.) e 10h/22h (sáb. e dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 12 de junho. A estréia estava prometida para quinta (24).

UM MINUTO, adaptação de Bernardo de Gregório para as peças Valsa Nº 6, de Nelson Rodrigues, e Daimon, de sua autoria. O espetáculo traz a apresentação simultânea de dois monólogos dramáticos. Em cenas separadas, a atriz Patrícia Rizzo interpreta uma jovem que procura reconstituir sua vida em uma situação-limite, enquanto o ator Luís Ângelo Pizzonia vive um homem em confronto com sua sexualidade. Direção do adaptador (70min). 14 anos. Estreou em 22/3/2008. Teatro Augusta – Sala Experimental (50 lugares). Rua Augusta, 943, Consolação, 3151-4141. Sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: 15h/21h (qua. a sáb.); 14h/19h (dom.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 11 de maio.

MIRE VEJA, adaptação de Pedro Pires e Zernesto Pessoa para romance de Luiz Ruffato. Comédia. A Companhia do Feijão leva ao palco vinte historietas adaptadas do romance Eles Eram Muitos Cavalos. Como na obra literária, a peça traz cenas curtas e fragmentadas, centradas na cidade de São Paulo. Direção dos adaptadores (75min). 14 anos. Estreou em 11/4/2003. Companhia do Feijão (50 lugares). Rua Doutor Teodoro Baima, 68, Vila Buarque, 3259-9086, Metrô República. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00. Até 29 de junho.

MISS SAIGON, de Alain Boublil e Claude-Michel Schönberg. Um dos maiores sucessos da Broadway, o musical já foi visto por 33 milhões de pessoas em 25 países. Orçada em 12 milhões de dólares, a encenação em português conquista o público com uma trágica história de amor durante a Guerra do Vietnã. O enredo foi baseado na ópera Madame Butterfly, de Puccini. Em 1975, pouco antes da queda de Saigon, o soldado americano Chris (Nando Prado) se apaixona pela vietnamita Kim (Lissah Martins e Cristina Cândido alternam-se no papel). O amor é interrompido quando o rapaz se vê obrigado a voltar para os Estados Unidos e perde a garota de vista. Anos depois, já com a vida reconstruída, Chris reencontra Kim, mas o destino os colocou em trilhas diferentes. A montagem suntuosa, com figurinos e cenários impecáveis, e o elenco de 42 atores não deixam nada a desejar ao original da Broadway. Com um grande número de intérpretes jovens que não transparecem a inexperiência, o espetáculo conta com o carisma de Lissah Martins e Nando Prado como o par central, mas é Marcos Tumura, o maquiavélico Engenheiro, quem rouba a cena. Com direção musical de Miguel Briamonte, Paulo Nogueira rege a orquestra de dezoito músicos. Direção geral de Fred Hanson (160min, com intervalo). 12 anos. Estreou em 12/7/2007. Teatro Abril (1.527 lugares). Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista, 6846-6060. Quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 16h e 20h. R$ 50,00 a R$ 180,00 (qui. e dom.); R$ 60,00 a R$ 200,00 (sex. e sáb.). Bilheteria: 12h/20h (seg. a qua.); a partir das 12h (qui. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: R e V. Fnac, FP, TM. www.teatroabril.com.br.

OS MONÓLOGOS DA VAGINA, adaptação de Miguel Falabella para texto de Eve Ensler. Tragicomédia. O divertido espetáculo alcançou o marco de 1.300 apresentações. Cacau Melo, Vera Setta e Tânia Alves protagonizam um painel da feminilidade, tratando da primeira menstruação, da experiência da maternidade e da descoberta do orgasmo, entre outros temas. Direção de Miguel Falabella (90min). 14 anos. Estreou em 9/3/2001. Teatro Gazeta (716 lugares). Avenida Paulista, 900, 3253-4102, Metrô Trianon-Masp. Quinta a sábado, 21h30; domingo, 19h. R$ 50,00 (qui., sex. e dom.), R$ 60,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/20h (ter. e qua.); a partir das 14h (qui. a dom.). Até 20 de julho.

NANY PEOPLE SALVOU MEU CASAMENTO, de Bruno Motta e Daniel Alves. Comédia. Dona de surpreendente timing cômico, a drag queen Nany People (na foto com o ator Pierre Bittencourt) protagoniza sete histórias sobre relacionamentos. Mesmo apoiado em situações pouco criativas, os textos divertem quem procura o riso fácil. Um casal idoso, outro vivendo a descoberta do sexo e uma jovem e seu namorado fanático por futebol figuram entre os personagens da montagem, que peca pela excessiva duração. Direção de Imara Reis (110min). 14 anos. Estreou em 11/1/2008. Teatro Brigadeiro (676 lugares). Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 884, Bela Vista, 3107-5774. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 40,00 (sex. e dom.) e R$ 50,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/21h (ter. a dom.). FP. Até 1º de junho.

NAVALHA NA CARNE, de Plínio Marcos (1935-1999). Drama escrito em 1967. A parceria dos atores Gero Camilo e Paula Cohen em Cleide Eló e as Pêras, peça dirigida por Gustavo Machado, ganha seqüência menos inspirada. Sob a direção pouco firme de Pedro Granato, a história da prostituta Neusa Sueli (papel de Paula) e do cafetão Vado (Machado) em atrito com o faxineiro Veludo (Camilo) é encenada sem o clima barra-pesada, fundamental nos textos do dramaturgo. Enquanto Machado cria um Vado limpinho e pouco denso, Camilo exagera no tom cômico como o homossexual Veludo. Intensa, Paula parece a única realmente mergulhada no personagem (55min). 16 anos. Estreou em 21/3/2008. Sesc Avenida Paulista – Teatro de Arena (100 lugares). Avenida Paulista, 119, Metrô Brigadeiro, 3179-3700. Sexta a domingo, 21h. R$ 20,00. Bilheteria: 9h/22h (ter. a qui.); a partir das 9h (sex.) e das 10h (sáb. e dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 1º de junho.

NEURÓTICOS (N.A.), criação coletiva. Comédia. Durante um ano, o Grupo da Oficina coletou depoimentos em encontros de entidades ligadas aos Neuróticos Anônimos. Nascido de improvisações, o espetáculo mostra com humor homens e mulheres que compartilham experiências na tentativa de resolver problemas emocionais. Direção de Maurício Lencastree (70min). Livre. Estreou em 19/1/2008. Spaço dos Insights (70 lugares). Rua Pintassilgo, 405, Moema, 7600-2673. Sábado, 22h30; domingo, 20h30. R$ 30,00. Até 1º de junho.

NOCAUTE, de Marcelo Mansfield. Comédia. Um dos criadores do sucesso Terça Insana, Mansfield mostra seu humor em mais um espetáculo na linha stand-up comedy. Sozinho em cena, ele faz piadas inspirado em tipos comuns e fatos do cotidiano. Direção do autor (45min). 16 anos. Estreou em 2/4/2008. Teatro Folha (305 lugares). Shopping Pátio Higienópolis, 3823- 2323. Quarta e quinta, 21h30. R$ 25,00. Bilheteria: 15h/21h (ter. a sáb.); 12h/19h (dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Ingressos antecipados, 3823-2737. Estac. (R$ 5,00 por duas horas). Até 8 de maio.

A NOITE DOS ASSASSINOS, de José Triana. Comédia dramática. Entre o trágico e o absurdo, o texto escrito pelo autor cubano em 1965 mostra uma guerra de gerações a partir dos conflitos de três irmãos. Os atores Flávio Barollo, Lígia Paula Machado e Rudson Mazzorana se desdobram em catorze personagens que colocam em jogo os valores de pais e filhos. Direção de Fábio Cadôr (60min). 14 anos. Estreou em 1º/9/2007. Teatrix (66 lugares). Rua Peixoto Gomide, 1066, Cerqueira César, 3285-0939, Metrô Trianon-Masp. Sábado, 21h30. R$ 20,00. Bilheteria: 12h/15h e 18h/0h (ter. a sex.); 18h/0h (sáb. e dom.). Até 31 de maio.

NÓS NA FITA, de Marcius Melhem. Interpretando diversos tipos, os humoristas Leandro Hassum e Marcius Melhem lançaram a comédia em formato stand-up há quatro anos no Rio de Janeiro. A despretensão da dupla, popularizada pelo humorístico de televisão Zorra Total, deu tão certo que mais de 300.000 espectadores já se divertiram Brasil afora com suas piadas sobre família, casamento, futebol etc. Direção de Alexandre Régis (75min). 12 anos. Estreou em 10/1/2008. Teatro Copa Airlines (796 lugares). Shopping Eldorado, 4003-2330. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 60,00 (sex. e dom.); R$ 70,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/20h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: R e V. FP, TM. Estac. (R$ 4,00 por quatro horas). Até 29 de junho.

PAREM DE FALAR MAL DA ROTINA, de Elisa Lucinda. Comédia. Poetisa, cantora e atriz, Elisa Lucinda é dona de extremo carisma. No espetáculo, a artista volta a dar corpo a sua obra e mostra personagens em situações cotidianas extraídos do livro O Semelhante (1995) e do CD de poesias Euteamo e Suas Estréias (2001). Algumas vezes mais profunda outras menos, a protagonista conquista o público ao falar com simplicidade de temas comuns e de fácil identificação. Direção da autora (120min). 14 anos. Estreou em 4/3/2005. Teatro Imprensa (449 lugares). Rua Jaceguai, 400, Bela Vista, 3241-4203. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 40,00 (sex. e dom.) e R$ 50,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/21h (ter. a qui.) a partir das 14h (sex. a dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. Até 29 de junho.

A PASSAGEM, de Silvia Altieri. A autora protagoniza o monólogo dramático no qual utiliza recursos de teatro, dança e artes plásticas. O texto parte de um herói que vai para a guerra e discute questões como ecologia e capitalismo. Direção de Fermín Ivorra (50min). 12 anos. Estreou em 2/4/2008. Teatro Coletivo Fábrica – Sala 1 (134 lugares). Rua da Consolação, 1623, Consolação, 3255-5922. Quarta e quinta, 21h. R$ 30,00. Estac. no nº 1681 (R$ 8,00). Até 8 de maio.

PAULO FRANCIS ESTÁ MORTO, de Paulo Coronato. Drama. Em seu primeiro texto autoral, Coronato surpreende com uma trama que questiona os valores no mundo do teatro. Recheada por uma sutil ironia, a peça mostra um consagrado artista (vivido pelo autor) que marca encontro com o agente. Para sua surpresa, quem aparece é uma misteriosa mulher (Flávia Garrafa), que lhe faz uma tentadora proposta. Sob a direção econômica de Denise Weinberg, que sugere as situações em vez de evidenciá-las, a dupla impõe veracidade aos papéis. Mesmo sem exibir pretensão, a montagem traz um mordaz painel da era em que tudo é efêmero, inclusive a arte (50min). 14 anos. Estreou em 10/1/2008. Teatrix (66 lugares). Rua Peixoto Gomide, 1066, Cerqueira César, 3285-0939, Metrô Trianon-Masp. Quinta, 21h30. R$ 30,00. Bilheteria: 12h/15h e 18h/0h (ter. a sex.); 18h/0h (sáb. e dom.). Até 29 de maio.

PEDRO E DOMITILA, de Enio Gonçalves. Centrado no romance entre dom Pedro I e Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos, o dramaturgo constrói uma crítica comédia. Dos primeiros encontros, em 1822, até a separação, sete anos depois, a rotina dos amantes é radiografada pelo olhar de dois escravos. Bem-humorado, o texto trava um paralelo com o Brasil atual e o eterno contraste entre favorecidos e desfavorecidos. Igor Kovalewski e Ana Paula Vieira lideram o elenco, secundados por José D'Lucena e Rosana Maris. Direção do autor e de Mara Faustino (80min). 12 anos. Estreou em 8/2/2008. Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente (316 lugares). Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista, 3289-2358. Quinta, 21h. R$ 30,00. Bilheteria: 14h/21h (qui. a dom.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 29 de maio.

PIGMALEOA, de Millôr Fernandes. Comédia escrita em 1955. A trama enfoca o cotidiano da carioca Ismênia, uma colunista social de Copacabana. Sua vidinha está em risco. Além da chegada de uma sobrinha do interior, que traz à tona um segredo de família, empreendedores imobiliários desejam demolir sua casa para construir um edifício no lugar. Com a Cia. do Bestunto. Direção de Marcelo Rivani (90min). 12 anos. Estreou em 1º/2/2007. Teatro Bibi Ferreira (387 lugares). Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 931, Bela Vista, 3105-3129. Quarta, 21h. R$ 30,00. Bilheteria: 14h30/21h (ter. a dom.). Até 25 de junho.

PLAY STRINDBERG OU VOCÊ CONHECE ALGUM CASAL FELIZ?, de Friedrich Dürrenmatt (1921-1990). Escrito em 1969, o drama traz uma faceta intimista do autor de A Visita da Velha Senhora. Às vésperas de comemorar bodas de prata, um casal recebe a visita de uma paixão de juventude da mulher. É o estopim para um embate entre os três. Com Zuleika Bélgamo, Raphael Messias, João Sant'Ana e outros. Direção de Edson D'Santana (80min). 14 anos. Estreou em 6/3/2008. Espaço dos Satyros Um (75 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 214, Consolação, 3258-6345, Metrô República. Segunda e sexta, 21h; quinta, 20h30. R$ 30,00. Estac. (R$ 5,00). Até 29 de maio.

PORTUGAL É AQUI, de Diogo Portugal. Comédia. O autor, diretor e ator é uma revelação do humor brasileiro. De cara limpa ou caracterizado, ele encarna personagens como um office-boy, um porteiro, uma ex-prostituta e uma massagista que namorou o tenista Gustavo Kuerten (90min). 14 anos. Estreou em 11/10/2007. Teatro Shopping Frei Caneca (600 lugares). Shopping Frei Caneca, 6º andar, 3472-2229. Quarta, 21h. R$ 40,00. Bilheteria: 13h/21h (ter. a sáb.); 13h/19h (dom.). FP. Estac. (R$ 4,00 por duas horas). Até 28 de maio.

RIDÍCULA CONCÓRDIA, criação coletiva. Tragicomédia. O adaptador Humberto Garcia e o grupo Conexión Latina criaram o espetáculo a partir de peças de dramaturgos hispano-americanos pouco conhecidos no Brasil, como o equatoriano José Martinez Queirolo e o mexicano Emilio Carballido. Fanatismo, preconceito e a relação homem e mulher estão entre os temas abordados. Direção de Hugo Villavicenzio (100min). 14 anos. Estreou em 16/4/2008. Teatro Coletivo Fábrica – Sala 2 (84 lugares). Rua da Consolação, 1623, Consolação, 3255-5922. Quarta e quinta, 21h. R$ 20,00. A bilheteria abre uma hora antes. Estac. no nº 1681 (R$ 8,00). Até 29 de maio.

ROSA DE VIDRO, adaptação de João Fábio Cabral livremente inspirada em fragmentos biográficos e obras ficcionais de Tennessee Williams (1911-1983). Drama. A angustiante imagem da atriz Julia Bobrow em uma redoma de vidro já prenuncia que a montagem passa longe da leveza. Parte da história da irmã do dramaturgo americano para enfocar um universo de desencantados. Oprimida pela mãe, Rose se fechou em seu mundo. Internada em sanatórios, inspirou o irmão em muitas personagens. Da competente iluminação ao ótimo elenco – no qual se destaca Victória Camargo como a matriarca –, a peça é cercada de cuidados. O diretor Ruy Cortez conduz com delicadeza um espetáculo de rara força sobre aqueles que lutam por alguma perspectiva na vida, em vão ou não. Com Tales Penteado e Ricardo Gelli (75min). 14 anos. Estreou em 1º/11/2007. Espaço dos Satyros Um (75 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 214, Consolação, 3258-6345, Metrô República. Sábado e domingo, 18h30. R$ 20,00. Estac. (R$ 5,00). Até 1º de junho.

SENHORA DOS AFOGADOS, de Nelson Rodrigues. Drama. Depois dos projetos Nelson 2 Rodrigues, O Eterno Retorno (de 1982, que reunia Toda Nudez Será Castigada e Álbum de Família) e Paraíso Zona Norte (com A Falecida e Os Sete Gatinhos, de 1989), o diretor Antunes Filho volta a encenar o dramaturgo. Escrito em 1947, o texto mostra os conflitos da família Drummond. Lee Thalor e Valentina Lattuada interpretam o casal Misael e Eduarda, que acabam de perder a filha caçula e vêem os traumas de todos ao seu redor virem à tona. A história remete às tragédias gregas. Foi essa a leitura escolhida pelo tarimbado Antunes, que passou parte da última década dedicado aos clássicos de Eurípides e Sófocles. Rigorosa com as palavras, a impactante encenação propõe uma estética fria que chega a comprometer a atuação de alguns integrantes do elenco, mas não diminui sua densidade. Com Fred Mesquita, Angélica di Paula e outros (90min). 14 anos. Estreou em 28/3/2008. Teatro Sesc Anchieta (320 lugares). Rua Doutor Vila Nova, 245, Consolação, 3234-3000. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: 12h30/21h (seg. a sex.); 9h/21h (sáb.); 14h/19h (dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 27 de julho.

A SESSÃO DA TARDE OU VOCÊ NÃO SOUBE ME AMAR, de Marcos Ferraz. O despretensioso musical apresenta a história de uma turma de amigos em plenos anos 80. Eric é um rapaz apaixonado que sonha em ter uma banda e viver de música. Está pronto o mote para a colagem de lembranças do autor. Além do saudosismo, entram em cena questões ligadas ao universo juvenil de todos os tempos, como primeiro amor, conflitos, diversão, desejos... Vigorosos no palco, os atores da Cia. de Teatro Rock dançam, mostram timing cômico e soltam a voz em hits de Lulu Santos, Blitz, Legião, Paralamas e Ultraje a Rigor. Direção de Marcos Okura, Fezu Duarte e Fábio Ock (90min). 12 anos. Estreou em 12/9/2006. Teatro Folha (305 lugares). Shopping Pátio Higienópolis, 3823-2323. Terça, 21h. R$ 20,00. Bilheteria: 15h/21h (ter. a sáb.); 12h/19h (dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Ingressos antecipados, 3823-2737. FP. Estac. (R$ 5,00 por duas horas). Até dia 27 de maio.

SEXO, ETC E TAL, de Robson Guimarães. Comédia. O tema anunciado no título é tratado numa série de esquetes. Situações sobre traição, amor e fetiche fazem parte da trama levada por Amanda Blanco, André Sabino, Nakuza Kule e André Rangel, esse último também o diretor da peça (120min). 14 anos. Estreou em 1º/3/2006. Teatro Bibi Ferreira (387 lugares). Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 931, Bela Vista, 3105-3129. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 40,00 (sex. e dom.); R$ 60,00 (sáb.). Bilheteria: 14h30/ 21h (ter. a dom.). Até 29 de junho.

SUA EXCELÊNCIA, O CANDIDATO, de Jandira Martini e Marcos Caruso. Comédia. Um grande sucesso de público, a montagem estreou em 2006 com o galã Reynaldo Gianecchini, que, no ano passado, foi substituído por Tiago Fragoso. Agora é Daniel Alvim quem interpreta o político corrupto e despreparado, amante da mulher do financiador de sua campanha. As confusões ainda incluem uma mãe solteira, um mordomo travesti e um porta-voz que vive a chantageá-lo. O timing cômico dos atores seduz a platéia, mas a narrativa apoiada em piadas previsíveis e com desfecho frouxo decepciona. Com Paulo Coronato, Norival Rizzo, Lara Cordola, Sérgio Rufino e Carol Mariottini. Direção de Alexandre Reinecke (120min). 12 anos. Estreou em 1º/9/2006. Teatro Jardim São Paulo (371 lugares). Avenida Leôncio de Magalhães, 382, Jardim São Paulo, 6959-2952. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 30,00 (sex. e dom.); R$ 40,00 (sáb.). Bilheteria: 13h/ 21h (ter. a sex.); a partir das 13h (sex. a dom.). FP. Estac. c/manobr. (R$ 7,00). Até 27 de julho.

TRAIR E COÇAR... É SÓ COMEÇAR, de Marcos Caruso. Comédia. Com base na suspeita de adultérios múltiplos, a empregada Olímpia envolve seus patrões e mais dois casais em muitas confusões. Sucesso há dezoito anos, a montagem tem elenco renovado e sempre volta ao cartaz. Com Carlos Mariano, César Pezzuoli, Annamaria Dias e Anastácia Custódio. Direção de Attílio Riccó (120min). 10 anos. Estreou em 24/8/1989. Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat (391 lugares). Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista, 3289-2358. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 40,00 (sex. e dom.); R$ 50,00 (sáb.). Bilheteria: a partir das 14h (sex. a dom.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 1º de junho.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS DE UMA HISTÓRIA SÓ, de Otávio Martins. Drama. Como a vida de alguém pode se transformar por inteiro em apenas um minuto? A partir dessa pergunta, o ator Otávio Martins estreou na dramaturgia e na direção. Quatro histórias aparentemente desconexas são contadas pelo ator Alex Gruli. Nelas surgem um acidente de ônibus provocado por um rapaz desatento, um casal que se desencontrou por causa do trânsito, um adolescente preocupado com uma prova de química e sua vizinha suicida. Em meio a essas narrativas informais, aparece a trama principal: a intensa relação entre uma jovem e seu seqüestrador. Delicados na reprodução da angústia dos personagens, os atores Melissa Vettore e Luciano Gatti humanizam o conflito sem cair na pieguice nem na óbvia discussão das diferenças sociais. É uma montagem equilibrada e dinâmica, cujo tom realista faz tudo para conduzir a platéia à reflexão. Com Herbert Bianchi (60min). 16 anos. Estreou em 5/10/2007. Teatro Augusta – Sala Experimental (50 lugares). Rua Augusta, 943, Consolação, 3151-4141. Quarta a sexta, 21h. R$ 30,00. Bilheteria: 15h/21h (qua. a sáb.); 14h/19h (dom.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 9 de maio.

VACA DE NARIZ SUTIL, adaptação de Hugo Possolo para romance de Campos de Carvalho (1916-1998). Comédia dramática. Depois de O Púcaro Búlgaro, adaptado para o teatro por Aderbal Freire-Filho, mais uma obra do escritor mineiro ganha a cena em montagem do grupo Parlapatões. O ator Henrique Stroeter interpreta um ex-combatente de guerra que divide quarto com um surdo-mudo (papel de Hugo Possolo). Com Carolina Tilkian, Claudinei Brandão e outros. Direção do adaptador (70min). 16 anos. Espaço Parlapatões (98 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 158, Consolação, 3258-4449, Metrô República. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00. Bilheteria: 16h/22h (ter. a qui.); a partir das 16h (sex. a dom.). Estac. (R$ 5,00). Até 1º de junho. A estréia estava prometida para sexta (25).

VIRGOLINO E MARIA, AUTO DE ANGICOS, de Marcos Barbosa. Drama. Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita, causaram medo e tensão no Nordeste. Por trás dos terríveis cangaceiros, porém, existia um casal cheio de fragilidades, angústias e paixão. Inspirado em um fato real – a execução dos dois, em 28 de julho de 1938, em Angicos, Sergipe –, o autor recriou ficcionalmente a derradeira hora de vida deles. Dirigidos por Amir Haddad, Marcos Palmeira e Adriana Esteves desmitificam os lendários personagens. Uma discussão tola por causa do café e o desespero diante do perigo iminente mostram as diferenças de cada um e a batalha, sobretudo a da mulher, para alimentar a relação. A ambientação intimista transporta a platéia para o sertão. Como se fosse um jagunço testemunha da alcova dos amantes, o espectador percebe a universalidade de uma história a princípio tão regional (80min). 12 anos. Estreou em 28/3/2008. Tucarena (280 lugares). Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, 3188-4156. Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 40,00 (sex.); R$ 50,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: 15h/20h (qua. e qui.); a partir das 15h (sex. a dom.). Até 1º de junho.

A VOZ SUBTERRÂNEA, adaptação de Paulo Fabiano para romance do russo Fiodor Dostoievski (1821-1881). Monólogo dramático. Escrito em 1864, Notas do Subterrâneo é transposto com fidelidade para o palco. Também diretor, o adaptador Paulo Fabiano interpreta com garra um homem que se tranca em seu quarto e desiste de interagir com outras pessoas. O excesso de verborragia compromete a agilidade da montagem, que ganha ritmo graças a bons achados como a trilha instrumental (60min). 15 anos. Estreou em 15/3/2008. Teatro X (80 lugares). Rua Rui Barbosa, 399, Bela Vista, 3283-2780. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00. A bilheteria abre uma hora antes.

WEST SIDE STORY, de Arthur Laurents. Cercado de expectativas, o musical de 1957 ganha a primeira versão brasileira dirigida por Jorge Takla. Inspirado em Romeu e Julieta, o espetáculo foi levado ao cinema em 1961 e faturou dez Oscar (no Brasil, ficou conhecido como Amor, Sublime Amor). Embalado pelas belas melodias de Leonard Bernstein, letras de Stephen Sondheim e coreografia de Jerome Robbins, a montagem não tem as sutilezas nem a graça de My Fair Lady, o ótimo trabalho anterior de Takla. Mas impressiona pela grandiosidade. São 42 atores e 24 músicos na orquestra para executar a trilha recheada de sucessos como Maria, Tonight e America. Por trás da oposição de duas gangues de Nova York, explode o amor do americano Tony, interpretado por Fred Silveira, pela porto-riquenha Maria (Bianca Tadini). O romance e seus desdobramentos parecem datados, mas fica difícil não se deixar seduzir pela produção milionária, por bailarinos milimetricamente ensaiados para as difíceis coreografias e pela atuação de Sara Sarres. Como a sensual Anita, a atriz, mesmo não sendo a protagonista, brilha mais que qualquer um. No elenco ainda estão Francarlos Reis, Adalberto Halvez e Luciano Andrey (140min, com intervalo). 12 anos. Estreou em 8/3/2008. Teatro Alfa (1?122 lugares). Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, 5693-4000. Quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 18h. R$ 40,00 a R$ 150,00. Bilheteria: 11h/19h (seg. a qua.); a partir das 11h (qui. a dom.). Cc.: todos. Cd.: V. Televendas, 0300?7893377. FP, IR. Estac. (R$ 9,00; c/manobr., R$ 18,00). www.teatroalfa.com.br. Até 27 de julho.

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