PEÇAS EM CARTAZ


A ALEGRIA DO PALHAÇO, de Antonio Rocco. Pela primeira vez em 25 anos, o
ator paulistano Roney Facchini encara um monólogo. Diante do texto
dirigido pelo autor, ele percebeu não só a chance de fazer um solo mas também
de testar a versatilidade em nove personagens. Inicialmente, interpreta um
palhaço que, depois de uma desilusão amorosa, põe fogo no circo, mata os
artistas e foge. Na tentativa de ludibriar público e polícia, faz-se passar
por outros integrantes da trupe e, mais ainda, encarna seus respectivos
personagens. Assim, surgem em cena o bilheteiro, um padre, um terrorista, um
poeta português e um capitão de navio, entre outros. Carismático e sensível, o
protagonista surpreende pela rapidez de sua transformação nos diferentes tipos
da montagem. Mas é na pele de um amargurado cômico que Facchini, longe de
qualquer caracterização extra, reafirma talento. Com olhar melancólico, pode
emocionar ou divertir em fração de minutos, auxiliado pela funcional trilha
sonora composta por Ricardo Severo (60min). 14 anos. Estreou em 14/3/2008.
N.Ex.T. (99 lugares). Rua Rego Freitas, 454, Vila Buarque,
3106-9636, Metrô República. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00. A
bilheteria abre uma hora antes. Estac. (R$ 5,00). Até 25 de maio.


A ALMA IMORAL, adaptação de Clarice Niskier para livro homônimo de
Nilton Bonder. O monólogo protagonizado por Clarice estreou no Rio de
Janeiro em julho de 2006 e já foi visto por mais de 60.000 espectadores em
diversas cidades brasileiras. Até assistirem ao espetáculo, muitos podem
considerá-lo um êxito na onda dos best-sellers de auto-ajuda. Tal desconfiança
se desfaz em minutos. No papel que lhe valeu o Prêmio Shell no ano passado, a
atriz entra em cena falando sobre sua primeira impressão ao ler a obra e
divide questionamentos com a platéia. É um roteiro quase informal. Baseado em
conceitos bíblicos e filosóficos, instiga sobre o certo e o errado, o moral e
o imoral ou a necessidade de trair para romper limites. Clarice aparece nua em
boa parte da montagem e transforma um único tecido preto em figurinos. Guiada
pela sutil supervisão do diretor Amir Haddad, seduz cada espectador como se
fosse o único. Nessa intimidade está a razão do sucesso (75min). 18 anos.
Estreou em 14/3/2008. Livraria Cultura – Teatro Eva Herz (166 lugares).
Avenida Paulista, 2073 (Conjunto Nacional),
3170- 4059, Metrô Consolação.
Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 50,00. Bilheteria: 14h/20h (qua. e qui.);
a partir das 14h (sex. e sáb.); partir das 12h (dom.). Cc.: todos. Cd.: todos.
Até 15 de junho.
O AMANTE DO MEU MARIDO, adaptação de Miriam Lins para texto de
Rodolfo da Rocha Carvalho. Comédia. Um sujeito aposentado ganha a
oportunidade de realizar o sonho de sua vida: ser ator. O convite para
interpretar o homossexual de uma peça, no entanto, envolve-o em vários
mal-entendidos. Com Mateus Carrieri, Milton Levy, Adelita Del Sart e Miriam
Lins, também diretora da montagem (70min). 12 anos. Estreou em 5/10/2007.
Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente (316 lugares). Rua dos Ingleses,
209, Bela Vista,
3289-2358. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h30. R$ 30,00 (sex. e dom.) e
R$ 40,00 (sáb.). Bilheteria: a partir das 14h (sex. a dom.). Estac. c/manobr.
(R$ 10,00). Até 11 de maio.
AMOR, MEU GRANDE AMOR, de Renato Andrade. Do mesmo autor de
Retratos e Canções, o drama aborda relacionamentos sob a
perspectiva feminina. Três mulheres, afastadas pelo tempo, compartilham sonhos
e frustrações. Com Cintia Takeda e Selma Trajano. Direção do autor (60min). 10
anos. Estreou em 9/3/2006. Espaço dos Satyros Um (70 lugares). Praça
Franklin Roosevelt, 214, Consolação,
3258-6345, Metrô República. Quarta, 21h. R$ 20,00. Estac. (R$ 5,00). Até 7
de maio.
O ANALISTA DE BAGÉ E O FILHO GAY, de Cláudio Cunha. Comédia.
Em 1983, o ator e diretor Cláudio Cunha transportou o personagem de Luis
Fernando Verissimo para os palcos e descobriu um filão. Já são treze montagens
protagonizadas pelo conservador machão gaúcho. Agora, durante uma palestra
sobre a terapia do riso, ele faz uma descoberta: seu filho é homossexual. Com
Fausto Saez e Adriana Richter (80min). 16 anos. Estreou em 11/4/2008.
Espaço Cultural Santo Agostinho (724 lugares). Rua Apeninos, 118,
Liberdade,
3209-4858, Metrô Vergueiro.
Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 30,00. Bilheteria: 15h/20h (qua. e
qui.); a partir das 15h (sex. a dom.). Estac. (R$ 10,00). Até 30 de junho.

O ARLECCHINO, de Dario Fo. Escrita pelo dramaturgo italiano em 1985, a
comédia é composta de cinco esquetes intercalados por música ao vivo.
Em cada história, o protagonista Arlecchino (Augusto Marin, à vontade no
papel) vive situações que recuperam os primórdios da commedia dell'arte. O
conjunto mostra-se irregular, apesar da pesquisa e da visível técnica do
elenco. Algumas histórias, como o prólogo encenado por uma criada, são mais
engraçadas. Outras, nem tanto. Um exemplo é O Asno, também prejudicada
pelo distanciamento da encenação em palco italiano. Com Michelle Gabriel,
Salete Fracarolli, Paulo Dantas e outros. Direção de Augusto Marin (110min).
10 anos. Estreou em 7/12/2007. Teatro Commune (110 lugares). Rua da
Consolação, 1218, Consolação,
3476-0792.
Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: 14h30/21h30 (qua.
a dom.). Até 25 de maio.


ARRUFOS, criação coletiva do grupo XIX de Teatro. Drama. Num
galpão iluminado por abajures, os espectadores são acomodados dois a dois em
arquibancadas forradas com confortáveis almofadas. Neste ambiente à meia-luz,
a companhia cria o clima propício para falar do amor nos séculos XVIII, XIX e
XX. Baseada em pesquisas documentais, a trupe dirigida por Luiz Fernando
Marques já abordou a loucura no impactante Hysteria (2002) e a rotina
nos cortiços paulistanos em Hygiene (2005). Agora, escolheu um tema bem
mais próximo da realidade dos seis atores/criadores e do próprio público. As
relações amorosas – namoros, casamentos, flertes ou contratos sociais – servem
de contraponto para radiografar a sociedade de cada época. Cheio de
sinceridade e sutileza, o elenco interage com uma platéia ora comovida, ora
cúmplice, e dá um novo passo em sua exemplar trajetória (110min). 16 anos.
Estreou em 16/2/2008. Vila Maria Zélia (70 lugares). Rua dos Prazeres,
362 (esquina com a Rua Cachoeira), Belenzinho. Informações e reservas,
2081-4647. Sexta, 21h; sábado, 20h; domingo, 19h. R$ 20,00. A bilheteria abre
uma hora antes. Até 11 de maio.


ÀS FAVAS COM OS ESCRÚPULOS, de Juca de Oliveira. A comédia traz
o próprio autor como um senador corrupto que trai a mulher (Bibi Ferreira) com
a secretária (Bárbara Paz). É uma montagem bem-acabada, com cenário
caprichado e direção de Jô Soares, já aplaudida por 75.000 pessoas. Grande
parte do sucesso se deve a Bibi Ferreira. Do olhar mais discreto à ótima cena
de embriaguez de sua personagem, a atriz faz por merecer o título de diva do
teatro brasileiro. Com Neusa Maria Faro e Daniel Warren (100min). 14 anos.
Estreou em 18/5/2007. Teatro Raul Cortez (522 lugares). Rua Doutor
Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
3188-4141.
Quinta e sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 80,00. Bilheteria:
14h/20h (ter. e qua.); a partir das 14h (qui. a dom.). Cc.: todos (apenas por
telefone). Cd.: todos. FP. Estac. c/manobr. (R$ 14,00). Até 1º de
junho.
AUTO DA BARCA DO INFERNO – O DUELO, de Gil Vicente. Comédia.
O famoso texto do dramaturgo português Gil Vicente (1465-1536) inaugura um
novo teatro, localizado no campus da Universidade Bandeirante (Uniban), na
Avenida Rudge. Escrita em 1517, a peça encenada pelo grupo Gatu ganhou um
subtítulo. Satiriza o juízo final por meio de duas barcas repletas de mortos
com destinos diferentes: um grupo seguirá para o céu e outro para o inferno.
Direção de Eloisa Vitz (80min). 14 anos. Teatro Gil Vicente (147
lugares). Avenida Rudge, 315, Barra Funda,
3618-9014.
Sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 30,00. A bilheteria abre uma hora antes. Até
29 de junho. A estréia estava prometida para sábado (26).
BARTLEBY, adaptação de José Sanchis Sinisterra para conto do
americano Herman Melville (1819-1891). Drama. Criado pelo autor de
Moby Dick em 1853, o personagem-título é um escriturário que, cansado da
burocracia de seu trabalho, adota o imobilismo como estilo de vida. Inédita no
Brasil, a versão do dramaturgo espanhol critica a alienação do homem moderno.
Com Cácia Goulart e Rodrigo Gaion. Direção de Joaquim Goulart (90min). 14
anos. Estreou em 29/2/2008. Sesc Avenida Paulista – Teatro de Câmara
(100 lugares). Avenida Paulista, 119,
3179-3700, Metrô Brigadeiro.
Sexta a domingo, 20h. R$ 20,00. Bilheteria: 9h/22h (ter. a qui.); a partir das
10h (sex. a dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc.
Até 11 de maio. A reestréia estava prometida para sexta (25).

O BEM-AMADO, de Dias Gomes. Comédia. Um grande ator, Marco
Nanini, e um encenador inquieto, Enrique Diaz. Juntos, eles têm nas mãos a
peça de Dias Gomes (1922-1999) alçada a clássico das telenovelas em 1973. À
frente do grupo Cia. dos Atores, Nanini encarou o desafio de recriar no palco
o coronel Odorico Paraguaçu, imortalizado por Paulo Gracindo na televisão.
Tinha tudo para dar muuuuuito certo. Não deu. A receita para um saboroso
programa desandou no tempero. Com carisma e veia cômica reconhecidos, o
protagonista até imprime sua marca no demagogo prefeito que, sem pudores
éticos, governa a fictícia cidade de Sucupira. O diretor, porém, que já virou
do avesso Shakespeare e Tchecov, parece inibido ao lidar com um autor tão
próximo e, sobretudo, com um astro do quilate de Nanini. Prato cheio para
detonar a política, O Bem-Amado agora se restringe a uma diversão
ligeira, incapaz de mostrar ironias com as mazelas do país tão evidentes na
obra original de Dias Gomes. Do elenco, sobressai Gustavo Gasparani. Na pele
do matador Zeca Diabo, ele vive, ao lado de Nanini, as melhores cenas. As
atrizes Susana Ribeiro, Bel Garcia e Raquel Rocha interpretam as
irmãs Cajazeira (90min). 14 anos. Estreou em 18/4/2008. Teatro Cultura
Artística – Sala Esther Mesquita (1?156 lugares). Rua Nestor Pestana, 196,
centro,
3258-3344.
Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 25,00 a R$ 100,00 (sex. e dom.); R$
30,00 a R$ 120,00 (sáb.). Bilheteria: 12h/19h (seg. a qui.); a partir das 12h
(sex. a dom.). Cc.: todos. FP. Até 27 de julho.
CABARÉ DA SANTA, de Jorge Louraço e Reinaldo Maia. A nova montagem
do grupo Folias é uma comédia musical. Durante as comemorações dos 200
anos da chegada de dom João VI e a corte ao Brasil, um grupo português visita
o país para investir num cabaré decadente. Mas o negócio não passa de fachada
para o financiamento de uma campanha eleitoral. Com Bete Dorgam, Bruno Perillo,
Gustavo Trestini, Simoni Boer e outros. Direção de Dagoberto Feliz (95min). 14
anos. Estreou em 15/3/2008. Galpão do Folias (77 lugares). Rua Ana
Cintra, 213, Santa Cecília,
3361-2223, Metrô Santa Cecília. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 30,00.
Bilheteria: 16h/20h (qua. e qui.); a partir das 16h (sex. a dom.). Até 27
de julho.

O CAMINHO PARA MECA, de Athol Fugard. Drama. É sempre prazeroso
ver em cena uma grande atriz como Cleyde Yáconis, de 84 anos. Mesmo em um
espetáculo menor, como essa montagem. A peça inspira-se na história real da
artista plástica Helen Martins, que nasceu em uma comunidade branca da África
do Sul e encontrou na escultura uma forma de manifestar sua indignação com as
injustiças testemunhadas. Mas isso passa despercebido no palco e a personagem
acaba desperdiçada. Tanto o texto do dramaturgo sul-africano Athol Fugard como
a direção nada ousada de Yara de Novaes centram a trama no manjado drama das
limitações da terceira idade, a partir do embate da protagonista com uma amiga
jovem e o pastor local. Com Lúcia Romano e Cacá Amaral (90min). 12 anos.
Estreou em 5/4/2008. Teatro Cosipa Cultura (288 lugares). Avenida do
Café, 277, Jabaquara,
5070-7018, Metrô Conceição.
Sexta, 19h30; sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 40,00. Bilheteria: 14h/20h (ter. a
qui.); a partir das 15h (sex. a dom.). Televendas.
3089-6999. Cd.: todos. Estac. na Rua Guatapará, 170 (R$ 8,00). Até 1º de
junho.


CARDIFF, de Eugene O'Neill (1888-1953). O drama acompanha a
aflição da tripulação de um navio, sujeita a nevoeiros, chuvas e também à
agonia de um marujo gravemente ferido. Os espectadores na platéia presenciam
uma tempestade. A experiência sensorial continua durante a calmaria, quando o
público sobe ao palco, que faz às vezes de convés. Na última etapa, no subsolo
do teatro transformado em porão do cargueiro, o impacto visual cede espaço às
palavras. A Cia. Triptal, sob a direção de André Garolli, expõe com
intensidade a solidão, a esperança, o medo e outros sentimentos tratados por
O'Neill (80min). 12 anos. Estreou em 20/3/2006. Teatro Artur Azevedo
(40 pessoas). Avenida Paes de Barros, 955, Mooca,
6605-8007.
Quarta e quinta, 21h. R$ 15,00. Até 15 de maio.


CARRO DE PAULISTA, de Alessandro Marson e Mário Viana. Sucesso há cinco
anos, a comédia mostra as enrascadas em que se envolvem quatro rapazes
da Zona Leste decididos a cruzar a cidade a fim de paquerar as "minas bacanas"
dos Jardins. Em um carro velho e com alguns trocados no bolso, a turma acaba
envolvida em uma série de confusões noturnas, da Radial Leste à Rua Augusta.
Despretensiosa, a montagem reúne cinco jovens atores que, com desenvoltura,
destilam gírias típicas da periferia paulistana bem empregadas pela dupla de
autores. Com Aline Abovsky, Thiago Catelani, Vinícius Calamari, Fabio Neppo e
Tadeu Pinheiro. Direção de Jairo Mattos (70min). 16 anos. Estreou em
26/4/2003. Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente (316 lugares). Rua
dos Ingleses, 209, Bela Vista,
3289-2358. Sábado, 22h30. R$ 30,00. Bilheteria: 14h/21h (qui.; sex. e dom.); a
partir das 14h (sáb.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 28 de junho.


OS 120 DIAS DE SODOMA, adaptação de Rodolfo García Vazquez. Drama.
A companhia Os Satyros dá seqüência à sua trilogia sobre a obra do Marquês de
Sade (1740-1814), iniciada com A Filosofia na Alcova. Barra-pesada, o
livro Os 120 Dias de Sodoma foi escrito pelo nobre na prisão da
Bastilha, onde passou boa parte de sua vida. Narra uma história de nobres
libertinos que se propõem a organizar uma orgia. Crítica e incômoda, a
montagem leva os personagens de Sade para a Brasília do governo Lula com
referências explícitas a nomes do cenário político. O paralelo é traçado com
base em quatro personagens: o Presidente de Curval, cuja fortuna foi acumulada
graças a sentenças favoráveis a criminosos; o Ministro Durcet, mestre na arte
da corrupção; o empresário Duque de Blangis, herdeiro de uma colossal riqueza;
e seu irmão, o Bispo de Blangis, que graças à defesa da moral conseguiu um
assento na Assembléia Nacional. Direção do adaptador (120min). 18 anos.
Estreou em 5/5/2006. Espaço dos Satyros Dois (70 lugares). Praça
Franklin Roosevelt, 214, Consolação,
3258-6345, Metrô República. Sábado e domingo, 20h30. R$ 30,00. Estac. (R$
5,00). Até dezembro.
O CÉU CINCO MINUTOS ANTES DA TEMPESTADE, de Silvia Gomez. Drama.
Mais um texto do Círculo de Dramaturgia do Centro de Pesquisa Teatral (CPT),
coordenado por Antunes Filho, ganha a cena. Angustiada pelo abandono do
marido, uma enfermeira passa os dias cuidando da filha, amortecida por
remédios. Quando ele retorna para casa, encontra as duas completamente alheias
à realidade. Com Paula Arruda, Patrícia Carvalho e outros. Direção de Eric
Lenate (50min). 14 anos. Estreou em 15/2/2008. Sesc Consolação – Sala CPT
(70 lugares). Rua Doutor Vila Nova, 245, 7º andar, Consolação,
3234-3000. Sexta, 21h. R$ 20,00. Bilheteria: 14h/21h (seg. a sáb.); 14h/19h
(dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 25
de julho.


DIVINA ELIZETH, de João Falcão. Musical. Elizeth Cardoso
(1920-1990) ocupou um posto no panteão das maiores cantoras brasileiras.
Divina, como ficou conhecida, celebrizou a bossa nova com o disco Canção do
Amor Demais (1958) e fortaleceu sua ligação com o samba a partir da década
de 60. A bem-sucedida montagem foge da biografia linear e apresenta fatos de
sua vida com base em clássicos como Canção da Volta, Carinhoso e
Chega de Saudade. As atrizes Ana Pessoa, Beatriz Faria, Carol Bezerra,
Daniela Fontan e Dhu Moraes interpretam Elizeth em um interessante jogo de
espelhos que lembra A Dona da História, o primeiro sucesso de Falcão.
No palco ainda estão cinco instrumentistas, que tocam as músicas arranjadas
por Josimar Carneiro e Marcílio Lopes. Direção do autor (105min). 12 anos.
Estreou em 13/4/2008. Teatro Shopping Frei Caneca (600 lugares).
Shopping Frei Caneca, 6º andar,
3472-2226. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 80,00. Bilheteria: 13h/19h
(ter. a qui.); a partir das 13h (sex. a dom.). Estac. (R$ 4,00 por duas
horas). Até 1º de junho.

DIVINAS PALAVRAS, de Ramón Del Valle-Inclán (1866-1936).
Tragicomédia. Depois dos impactantes A Vida na Praça Roosevelt e
Inocência, a Cia. Os Satyros se mostra menos inspirada na encenação do
texto escrito em 1920 pelo autor espanhol. No palco está um deficiente físico
exposto pela mãe em eventos públicos em troca de dinheiro. Ao ficar órfão, o
rapaz vira alvo de disputa familiar. Com uma atmosfera sombria e muitos
personagens, a montagem pretere a emoção em nome da simbologia. Mesmo que o
talento do diretor Rodolfo García Vázquez se evidencie em algumas cenas – como
a da atriz Cléo De Páris cantando Lady Laura, de Roberto e Erasmo
Carlos –, o esforço passa ao largo (100min). 14 anos. Estreou em 16/11/2007.
Espaço dos Satyros Um (75 lugares). Praça Franklin Roosevelt, 214,
Consolação,
3258-6345, Metrô República. Sexta e sábado, 21h30; domingo, 21h. R$ 10,00
(preço promocional). Estac. (R$ 5,00). Até 11 de maio.


ENSINA-ME A VIVER, de Colin Higgins. Diante do sucesso do filme do
americano Hal Ashby em 1971, o roteirista transformou a comédia dramática
protagonizada por Ruth Gordon e Bud Cort em peça lançada no Brasil dez anos
depois. A certeza de que a história de amor entre Harold e Maude não perde
fôlego levou à remontagem estrelada por Arlindo Lopes e Glória Menezes. Mas é
a encenação concebida por João Falcão que faz toda a diferença. Com uma trilha
descolada e apelo visual quase cinematográfico, a direção foge das caricaturas
e moderniza a trama – a respeito de uma octogenária alto-astral e um jovem
obcecado pela morte. Enquanto os coadjuvantes Ilana Kaplan, Fernanda de
Freitas e Augusto Madeira soam afinados, o par protagonista tem química de
sobra para fazer rir e, principalmente, emocionar (90min). 12 anos. Estreou em
27/10/2007. Teatro Faap (504 lugares). Rua Alagoas, 903, Pacaembu,
3662-7233. Quinta a sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 70,00 (qui. e sex.) e R$
80,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: 14h/21h (qua. e qui.); a partir das 14h (sex.
a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. FP. Até 25 de maio.
ESTE CORPO QUE NÃO TE PERTENCE, de Djalma de Lima. Comédia. A
montagem da Cia. dos Bonitos busca inspiração nos clássicos do vaudeville
francês. No centro da trama estão um rico general, sua mulher infiel e um
médico. Todos querem trocar de corpo com um jovem herdeiro prestes a ficar
milionário. Direção do autor (70min). 14 anos. Estreou em 28/3/2008. Teatro
União Cultural (270 lugares). Rua Mário Amaral, 209, Paraíso,
2148-2905.
Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00 (sex. e dom.); R$ 30,00 (sáb.).
Bilheteria: 9h/19h (seg. a qui.); a partir das 9h (sex.); a partir das 13h
(sáb. e dom.). Até 25 de maio.

FLORES BRANCAS, de João Fábio Cabral. Comédia romântica. Uma das
revelações da dramaturgia paulistana, o autor de Rosa de Vidro e
Distante enfoca a homossexualidade no novo trabalho. As atrizes Luciana
Caruso e Zeza Mota interpretam duas mulheres que tentam consolidar um
relacionamento. Entre os achados estão a direção sensível de Fabiana Carlucci
e Rogério Harmitt, que exibe sensuais cenas protagonizadas pela dupla, e a
opção por uma abordagem leve para um tema sempre tratado com tanto peso
(60min). 18 anos. Estreou em 5/4/2008. Teatro Crowne Plaza (153
lugares). Rua Frei Caneca, 1360, Cerqueira César,
3289-0985, Metrô Consolação.
Sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 30,00. Bilheteria: 16h/21h (ter. a sex.); a
partir das 16h (sáb. e dom.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 31 de maio.


O HOMEM INESPERADO, de Yasmina Reza. Comédia. De maneira sutil,
a dramaturga francesa ludibria o público. Por trás de argumentos leves, quase
inofensivos, ela propõe temidas reflexões. Quem viu Arte ou Três
Versões da Vida, peças já montadas na cidade, sabe. Dirigida por Emílio de
Mello, a trama parte de um ponto nada original – o encontro de uma fã e seu
ídolo. Poucos autores fugiram da histeria comum ao assunto como Yasmina.
Construído em monólogos, o texto apóia-se na visão de cada um sobre a possível
interação, numa viagem de trem. Paulo Goulart compõe um escritor ranzinza, de
gestos largos, que divide a cabine com uma dona-de-casa – Nicette Bruno,
contida, longe de ser tiete. Ela conhece os livros dele de cor e alimenta
fantasias com o vizinho de poltrona. O eficiente bate-bola, nutrido pela
intimidade de Goulart e Nicette, dá direito a um delicioso final (70min). 14
anos. Estreou em 12/1/2008. Teatro Renaissance (448 lugares). Alameda
Santos, 2233, Cerqueira César,
3188-4141, Metrô Consolação.
Sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 60,00. Bilheteria: 14h/20h (ter. a sex.); a
partir das 14h (sáb. e dom.). FP. Estac. c/manobr. (R$ 14,00). Até
1º de junho.
HOMEM VOA? VOA, de Antonio Velloso. Além de escrever e dirigir, o
autor revive o mito de Santos Dumont como protagonista desse monólogo
dramático. O início do interesse do pai da aviação pela física e pela
mecânica serve de contraponto para a abordagem do desejo de liberdade comum
aos seres humanos e do sonho de voar (60min). 14 anos. Estreou em 8/4/2008.
Teatrix (66 lugares). Rua Peixoto Gomide, 1066, Cerqueira César,
3285-0939, Metrô Trianon-Masp. Terça, 21h. R$ 20,00. Bilheteria: 12h/15h e
18h/0h (ter. a sex.); 18h/0h (sáb. e dom.). Até 27 de maio.

OS HOMENS SÃO DE MARTE... E É PRA LÁ QUE EU VOU!, de Mônica Martelli.
No boca-a-boca, a comédia virou um megassucesso visto por 150.000 cariocas. E
repete o êxito aqui, com 90 000 espectadores. De formato intimista, pouco
adequado para um teatrão como o Procópio Ferreira, a peça acompanha os
desabafos de Fernanda, uma balzaquiana que, no desespero de casar, se envolve
com os tipos mais improváveis. A platéia faz o papel de colegas de terapia.
Terreno fértil para o humor mordaz, explorado muitas vezes com inteligência no
palco e fora dele – em novela, salão de beleza, rodinha de amigas... –, o
dilema feminino ganha uma abordagem estereotipada e calcada em piadas
previsíveis. Mônica Martelli, dona de timing cômico e talento, está respaldada
pela eficiente direção de Victor Garcia Peralta. Já o seu texto, ainda que
seja um besteirol despretensioso, deixa a desejar (70min). 14 anos. Estreou em
14/4/2007. Teatro Procópio Ferreira (670 lugares). Rua Augusta, 2823,
Jardim Paulista,
3083-4475.
Sexta e sábado, 21h30; domingo, 19h. R$ 50,00 (sex.), R$ 60,00 (dom.) e R$
70,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/19h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a
dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. FP. Até 25 de maio.

ILUSTRÍSSIMO FILHO DA MÃE, de Leilah Assumpção. Comédia. Miriam
Mehler e Jairo Mattos protagonizam o novo texto da autora de
Intimidade Indecente. Sem a força do trabalho anterior, a dramaturga
apresenta um executivo em crise pessoal que busca os conselhos da mãe, uma
advogada aposentada. Apesar de provocar alguma graça, o caprichado espetáculo
perde a chance de mostrar o interessante perfil de um homem sufocado por
mulheres fortes e escorrega nas piadas fáceis. Com Renata Imbriani. Direção de
Marcio Aurelio (70min). 14 anos. Estreou em 17/4/2008. Teatro Jaraguá
(280 lugares). Rua Martins Fontes, 71 (Novotel Jaraguá), centro,
3255-4380, Metrô Anhangabaú. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 60,00.
Bilheteria: 14h/19h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Cc.: M e V.
Cd.: todos. Até 13 de julho.
I LOVE NEIDE, de Pablo Diego e Marcelo Saback. Comédia.
Eduardo Martini dirige e interpreta o monólogo sobre as aventuras de Neide Boa
Sorte. A personagem, que nasceu no programa televisivo de Hebe Camargo, ganha
o palco em situações cômicas, como o encontro com seu futuro marido, chamado
Waldisney, e sua ida a uma rave (70min). 14 anos. Estreou em 30/5/2007.
Teatro Shopping Frei Caneca (600 lugares). Shopping Frei Caneca, 6º andar,
3472-2229. Terça e quinta, 21h. R$ 30,00. Bilheteria: 13h/21h (ter. a sáb.);
13h/19h (dom.). FP. Estac. (R$ 4,00 por duas horas).
INÊS – GIL VICENTE POR ELE MESMO, de Achileu Nogueira Neto. A
comédia procura explicar como Gil Vicente criou A Farsa de Inês
Pereira. Acusado de plagiar obras do teatro espanhol, ele teria sido
submetido a um desafio. Além de escrever uma de suas mais famosas peças, o
autor português aproveitou para satirizar os inimigos, transformando-os em
personagens ridículos da trama. Com a Cia. dos Ícones. Direção do autor
(75min). 12 anos. Estreou em 5/5/2007. Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat
(391 lugares). Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista,
3289-2358. Quinta, 21h. R$ 40,00. Bilheteria: 14h/21h30 (qui. a dom.). Estac.
c/manobr. (R$ 10,00). Até 26 de junho.

O MALA, de Larry Shue. Comédia. Esqueça a elegância do ator José
Rubens Chachá como o escritor Oswald de Andrade da minissérie Um Só Coração
e do espetáculo Tarsila. Na pele de um inconveniente hóspede que
aparece de supetão na casa de um amigo (Otávio Martins) e não vai embora, ele
é o achado da montagem. Fiel ao original, a peça perde pontos por se parecer
demais com um seriado americano, o que reduz sua graça. Uma adaptação para o
espírito brasileiro renderia programa mais divertido. Com Tânia Khalill,
Eduardo Leão e outros. Direção de Isser Korik (90min). Livre. Estreou em
11/1/2008. Teatro Folha (305 lugares). Shopping Pátio Higienópolis,
3823-2323.
Sexta, 21h30; sábado, 20h e 22h; domingo, 20h. R$ 40,00 (sex. e dom.) e R$
50,00 (sáb.). Bilheteria: 15h/21h (ter. a qui.); a partir das 13h (sex.) e das
12h (sáb. e dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Ingressos antecipados,
3823-2737. FP. Estac. (R$ 5,00 por duas horas). Até 29 de junho.


A MANDRÁGORA, de Maquiavel. Escrita há 500 anos, a comédia de
cunho crítico sustenta-se num jogo amoral. André Garolli interpreta o
inescrupuloso Calímaco, ávido por possuir a qualquer custo Lucrécia (Samantha
Caracante), a mulher de um ricaço bobalhão (Guilherme Sant'Anna). Para tanto,
Calímaco se faz passar por médico e prescreve ao casal um absurdo tratamento
de fertilidade. Completado por Brian Penido Ross, Flávio Tolezani e Nani
Oliveira, o elenco esbanja maturidade e talento. Direção de Eduardo Tolentino
de Araújo (90min). 14 anos. Estreou em 9/7/2004. Teatro Nair Bello (200
lugares). Shopping Frei Caneca, 3º piso,
3472-2424.
Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 40,00. Bilheteria: 14h/21h (ter. e
qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Cc.: A, M e V. Cd.: R e V. Estac. (R$
4,00 por duas horas). Até 15 de junho.
MARIA PEREGRINA, de Luís Alberto Abreu. O autor construiu o drama
a partir de uma pesquisa dos integrantes da Cia. Teatro da Cidade, de São José
dos Campos. Maria Peregrina viveu por duas décadas nas ruas daquele município
e, após sua morte, em 1964, passou a fazer parte do imaginário popular.
Direção de Claudio Mendel (60min). 12 anos. Estreou em 18/6/2000. Teatro
Coletivo Fábrica – Sala 2 (84 lugares). Rua da Consolação, 1623,
Consolação,
3255-5922. Sexta e sábado, 21h30; domingo, 20h. R$ 20,00. A bilheteria abre
uma hora antes. Estac. no nº 1681 (R$ 8,00). Até 29 de junho.
MEMÓRIA DO MUNDO, de João Paulo Lorenzon. Apaixonado pela obra de
Jorge Luis Borges (1899-1986), o autor protagoniza o monólogo dramático.
Uma noite da vida do escritor argentino é reconstituída em cena. Nela, ele
reflete sobre a cegueira progressiva, a relação com o pai e a paixão por
Beatriz, sua eterna musa. Direção de Élcio Nogueira Seixas (50min). 14 anos.
Sesc Avenida Paulista – Espaço 12º Andar (25 lugares). Avenida
Paulista, 119, Metrô Brigadeiro,
3179-3700.
Quinta, 19h30 e 21h. R$ 8,00. Bilheteria: 9h/22h (ter. a sex.) e 10h/22h (sáb.
e dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 12
de junho. A estréia estava prometida para quinta (24).
UM MINUTO, adaptação de Bernardo de Gregório para as peças Valsa
Nº 6, de Nelson Rodrigues, e Daimon, de sua autoria. O espetáculo
traz a apresentação simultânea de dois monólogos dramáticos. Em cenas
separadas, a atriz Patrícia Rizzo interpreta uma jovem que procura
reconstituir sua vida em uma situação-limite, enquanto o ator Luís Ângelo
Pizzonia vive um homem em confronto com sua sexualidade. Direção do adaptador
(70min). 14 anos. Estreou em 22/3/2008. Teatro Augusta – Sala Experimental
(50 lugares). Rua Augusta, 943, Consolação,
3151-4141. Sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: 15h/21h (qua. a
sáb.); 14h/19h (dom.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 11 de maio.


MIRE VEJA, adaptação de Pedro Pires e Zernesto Pessoa para romance de
Luiz Ruffato. Comédia. A Companhia do Feijão leva ao palco vinte
historietas adaptadas do romance Eles Eram Muitos Cavalos. Como na obra
literária, a peça traz cenas curtas e fragmentadas, centradas na cidade de São
Paulo. Direção dos adaptadores (75min). 14 anos. Estreou em 11/4/2003.
Companhia do Feijão (50 lugares). Rua Doutor Teodoro Baima, 68, Vila
Buarque,
3259-9086, Metrô República. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00.
Até 29 de junho.



MISS SAIGON, de Alain Boublil e Claude-Michel Schönberg. Um dos maiores
sucessos da Broadway, o musical já foi visto por 33 milhões de pessoas
em 25 países. Orçada em 12 milhões de dólares, a encenação em português
conquista o público com uma trágica história de amor durante a Guerra do
Vietnã. O enredo foi baseado na ópera Madame Butterfly, de Puccini. Em
1975, pouco antes da queda de Saigon, o soldado americano Chris (Nando Prado)
se apaixona pela vietnamita Kim (Lissah Martins e Cristina Cândido alternam-se
no papel). O amor é interrompido quando o rapaz se vê obrigado a voltar para
os Estados Unidos e perde a garota de vista. Anos depois, já com a vida
reconstruída, Chris reencontra Kim, mas o destino os colocou em trilhas
diferentes. A montagem suntuosa, com figurinos e cenários impecáveis, e o
elenco de 42 atores não deixam nada a desejar ao original da Broadway. Com um
grande número de intérpretes jovens que não transparecem a inexperiência, o
espetáculo conta com o carisma de Lissah Martins e Nando Prado como o par
central, mas é Marcos Tumura, o maquiavélico Engenheiro, quem rouba a cena.
Com direção musical de Miguel Briamonte, Paulo Nogueira rege a orquestra de
dezoito músicos. Direção geral de Fred Hanson (160min, com intervalo). 12
anos. Estreou em 12/7/2007. Teatro Abril (1.527 lugares). Avenida
Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista,
6846-6060.
Quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 16h e 20h. R$ 50,00 a R$
180,00 (qui. e dom.); R$ 60,00 a R$ 200,00 (sex. e sáb.). Bilheteria: 12h/20h
(seg. a qua.); a partir das 12h (qui. a dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: R e V.
Fnac, FP, TM. www.teatroabril.com.br.


OS MONÓLOGOS DA VAGINA, adaptação de Miguel Falabella para texto de Eve
Ensler. Tragicomédia. O divertido espetáculo alcançou o marco de 1.300
apresentações. Cacau Melo, Vera Setta e Tânia Alves protagonizam um painel da
feminilidade, tratando da primeira menstruação, da experiência da maternidade
e da descoberta do orgasmo, entre outros temas. Direção de Miguel Falabella
(90min). 14 anos. Estreou em 9/3/2001. Teatro Gazeta (716 lugares).
Avenida Paulista, 900,
3253-4102, Metrô Trianon-Masp. Quinta a sábado, 21h30; domingo, 19h. R$ 50,00
(qui., sex. e dom.), R$ 60,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/20h (ter. e qua.); a
partir das 14h (qui. a dom.). Até 20 de julho.

NANY PEOPLE SALVOU MEU CASAMENTO, de Bruno Motta e Daniel Alves.
Comédia. Dona de surpreendente timing cômico, a drag queen Nany People
(na foto com o ator Pierre Bittencourt) protagoniza sete histórias
sobre relacionamentos. Mesmo apoiado em situações pouco criativas, os textos
divertem quem procura o riso fácil. Um casal idoso, outro vivendo a descoberta
do sexo e uma jovem e seu namorado fanático por futebol figuram entre os
personagens da montagem, que peca pela excessiva duração. Direção de Imara
Reis (110min). 14 anos. Estreou em 11/1/2008. Teatro Brigadeiro (676
lugares). Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 884, Bela Vista,
3107-5774. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 40,00 (sex. e dom.) e
R$ 50,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/21h (ter. a dom.). FP. Até 1º de
junho.

NAVALHA NA CARNE, de Plínio Marcos (1935-1999). Drama escrito em
1967. A parceria dos atores Gero Camilo e Paula Cohen em Cleide Eló e as
Pêras, peça dirigida por Gustavo Machado, ganha seqüência menos inspirada.
Sob a direção pouco firme de Pedro Granato, a história da prostituta Neusa
Sueli (papel de Paula) e do cafetão Vado (Machado) em atrito com o faxineiro
Veludo (Camilo) é encenada sem o clima barra-pesada, fundamental nos textos do
dramaturgo. Enquanto Machado cria um Vado limpinho e pouco denso, Camilo
exagera no tom cômico como o homossexual Veludo. Intensa, Paula parece a única
realmente mergulhada no personagem (55min). 16 anos. Estreou em 21/3/2008.
Sesc Avenida Paulista – Teatro de Arena (100 lugares). Avenida Paulista,
119, Metrô Brigadeiro,
3179-3700.
Sexta a domingo, 21h. R$ 20,00. Bilheteria: 9h/22h (ter. a qui.); a partir das
9h (sex.) e das 10h (sáb. e dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais
unidades do Sesc. Até 1º de junho.
NEURÓTICOS (N.A.), criação coletiva. Comédia. Durante um ano,
o Grupo da Oficina coletou depoimentos em encontros de entidades ligadas aos
Neuróticos Anônimos. Nascido de improvisações, o espetáculo mostra com humor
homens e mulheres que compartilham experiências na tentativa de resolver
problemas emocionais. Direção de Maurício Lencastree (70min). Livre. Estreou
em 19/1/2008. Spaço dos Insights (70 lugares). Rua Pintassilgo, 405,
Moema,
7600-2673. Sábado, 22h30; domingo, 20h30. R$ 30,00. Até 1º de junho.
NOCAUTE, de Marcelo Mansfield. Comédia. Um dos criadores do
sucesso Terça Insana, Mansfield mostra seu humor em mais um espetáculo
na linha stand-up comedy. Sozinho em cena, ele faz piadas inspirado em tipos
comuns e fatos do cotidiano. Direção do autor (45min). 16 anos. Estreou em
2/4/2008. Teatro Folha (305 lugares). Shopping Pátio Higienópolis,
3823- 2323.
Quarta e quinta, 21h30. R$ 25,00. Bilheteria: 15h/21h (ter. a sáb.); 12h/19h
(dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Ingressos antecipados,
3823-2737. Estac. (R$ 5,00 por duas horas). Até 8 de maio.
A NOITE DOS ASSASSINOS, de José Triana. Comédia dramática.
Entre o trágico e o absurdo, o texto escrito pelo autor cubano em 1965 mostra
uma guerra de gerações a partir dos conflitos de três irmãos. Os atores Flávio
Barollo, Lígia Paula Machado e Rudson Mazzorana se desdobram em catorze
personagens que colocam em jogo os valores de pais e filhos. Direção de Fábio
Cadôr (60min). 14 anos. Estreou em 1º/9/2007. Teatrix (66 lugares). Rua
Peixoto Gomide, 1066, Cerqueira César,
3285-0939, Metrô Trianon-Masp. Sábado, 21h30. R$ 20,00. Bilheteria: 12h/15h e
18h/0h (ter. a sex.); 18h/0h (sáb. e dom.). Até 31 de maio.
NÓS NA FITA, de Marcius Melhem. Interpretando diversos tipos, os
humoristas Leandro Hassum e Marcius Melhem lançaram a comédia em
formato stand-up há quatro anos no Rio de Janeiro. A despretensão da dupla,
popularizada pelo humorístico de televisão Zorra Total, deu tão certo
que mais de 300.000 espectadores já se divertiram Brasil afora com suas piadas
sobre família, casamento, futebol etc. Direção de Alexandre Régis (75min). 12
anos. Estreou em 10/1/2008. Teatro Copa Airlines (796 lugares).
Shopping Eldorado,
4003-2330. Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 60,00 (sex. e dom.); R$ 70,00
(sáb.). Bilheteria: 14h/20h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Cc.:
D, M e V. Cd.: R e V. FP, TM. Estac. (R$ 4,00 por quatro horas). Até
29 de junho.


PAREM DE FALAR MAL DA ROTINA, de Elisa Lucinda. Comédia.
Poetisa, cantora e atriz, Elisa Lucinda é dona de extremo carisma. No
espetáculo, a artista volta a dar corpo a sua obra e mostra personagens em
situações cotidianas extraídos do livro O Semelhante (1995) e do CD de
poesias Euteamo e Suas Estréias (2001). Algumas vezes mais profunda
outras menos, a protagonista conquista o público ao falar com simplicidade de
temas comuns e de fácil identificação. Direção da autora (120min). 14 anos.
Estreou em 4/3/2005. Teatro Imprensa (449 lugares). Rua Jaceguai, 400,
Bela Vista,
3241-4203.
Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 40,00 (sex. e dom.) e R$ 50,00 (sáb.).
Bilheteria: 14h/21h (ter. a qui.) a partir das 14h (sex. a dom.). Cc.: todos.
Cd.: todos. Até 29 de junho.
A PASSAGEM, de Silvia Altieri. A autora protagoniza o monólogo
dramático no qual utiliza recursos de teatro, dança e artes plásticas. O
texto parte de um herói que vai para a guerra e discute questões como ecologia
e capitalismo. Direção de Fermín Ivorra (50min). 12 anos. Estreou em 2/4/2008.
Teatro Coletivo Fábrica – Sala 1 (134 lugares). Rua da Consolação,
1623, Consolação,
3255-5922. Quarta e quinta, 21h. R$ 30,00. Estac. no nº 1681 (R$ 8,00). Até
8 de maio.


PAULO FRANCIS ESTÁ MORTO, de Paulo Coronato. Drama. Em seu
primeiro texto autoral, Coronato surpreende com uma trama que questiona os
valores no mundo do teatro. Recheada por uma sutil ironia, a peça mostra um
consagrado artista (vivido pelo autor) que marca encontro com o agente. Para
sua surpresa, quem aparece é uma misteriosa mulher (Flávia Garrafa), que lhe
faz uma tentadora proposta. Sob a direção econômica de Denise Weinberg, que
sugere as situações em vez de evidenciá-las, a dupla impõe veracidade aos
papéis. Mesmo sem exibir pretensão, a montagem traz um mordaz painel da era em
que tudo é efêmero, inclusive a arte (50min). 14 anos. Estreou em 10/1/2008.
Teatrix (66 lugares). Rua Peixoto Gomide, 1066, Cerqueira César,
3285-0939, Metrô Trianon-Masp. Quinta, 21h30. R$ 30,00. Bilheteria: 12h/15h e
18h/0h (ter. a sex.); 18h/0h (sáb. e dom.). Até 29 de maio.


PEDRO E DOMITILA, de Enio Gonçalves. Centrado no romance entre dom
Pedro I e Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos, o dramaturgo
constrói uma crítica comédia. Dos primeiros encontros, em 1822, até a
separação, sete anos depois, a rotina dos amantes é radiografada pelo olhar de
dois escravos. Bem-humorado, o texto trava um paralelo com o Brasil atual e o
eterno contraste entre favorecidos e desfavorecidos. Igor Kovalewski e Ana
Paula Vieira lideram o elenco, secundados por José D'Lucena e Rosana Maris.
Direção do autor e de Mara Faustino (80min). 12 anos. Estreou em 8/2/2008.
Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente (316 lugares). Rua dos Ingleses,
209, Bela Vista,
3289-2358. Quinta, 21h. R$ 30,00. Bilheteria: 14h/21h (qui. a dom.). Estac. c/manobr.
(R$ 10,00). Até 29 de maio.
PIGMALEOA, de Millôr Fernandes. Comédia escrita em 1955. A
trama enfoca o cotidiano da carioca Ismênia, uma colunista social de
Copacabana. Sua vidinha está em risco. Além da chegada de uma sobrinha do
interior, que traz à tona um segredo de família, empreendedores imobiliários
desejam demolir sua casa para construir um edifício no lugar. Com a Cia. do
Bestunto. Direção de Marcelo Rivani (90min). 12 anos. Estreou em 1º/2/2007.
Teatro Bibi Ferreira (387 lugares). Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 931,
Bela Vista,
3105-3129. Quarta, 21h. R$ 30,00. Bilheteria: 14h30/21h (ter. a dom.). Até
25 de junho.
PLAY STRINDBERG OU VOCÊ CONHECE ALGUM CASAL FELIZ?, de Friedrich
Dürrenmatt (1921-1990). Escrito em 1969, o drama traz uma faceta
intimista do autor de A Visita da Velha Senhora. Às vésperas de
comemorar bodas de prata, um casal recebe a visita de uma paixão de juventude
da mulher. É o estopim para um embate entre os três. Com Zuleika Bélgamo,
Raphael Messias, João Sant'Ana e outros. Direção de Edson D'Santana (80min).
14 anos. Estreou em 6/3/2008. Espaço dos Satyros Um (75 lugares). Praça
Franklin Roosevelt, 214, Consolação,
3258-6345, Metrô República. Segunda e sexta, 21h; quinta, 20h30. R$ 30,00.
Estac. (R$ 5,00). Até 29 de maio.
PORTUGAL É AQUI, de Diogo Portugal. Comédia. O autor, diretor
e ator é uma revelação do humor brasileiro. De cara limpa ou caracterizado,
ele encarna personagens como um office-boy, um porteiro, uma ex-prostituta e
uma massagista que namorou o tenista Gustavo Kuerten (90min). 14 anos. Estreou
em 11/10/2007. Teatro Shopping Frei Caneca (600 lugares). Shopping Frei
Caneca, 6º andar,
3472-2229. Quarta, 21h. R$ 40,00. Bilheteria: 13h/21h (ter. a sáb.); 13h/19h
(dom.). FP. Estac. (R$ 4,00 por duas horas). Até 28 de maio.
RIDÍCULA CONCÓRDIA, criação coletiva. Tragicomédia. O
adaptador Humberto Garcia e o grupo Conexión Latina criaram o espetáculo a
partir de peças de dramaturgos hispano-americanos pouco conhecidos no Brasil,
como o equatoriano José Martinez Queirolo e o mexicano Emilio Carballido.
Fanatismo, preconceito e a relação homem e mulher estão entre os temas
abordados. Direção de Hugo Villavicenzio (100min). 14 anos. Estreou em
16/4/2008. Teatro Coletivo Fábrica – Sala 2 (84 lugares). Rua da
Consolação, 1623, Consolação,
3255-5922. Quarta e quinta, 21h. R$ 20,00. A bilheteria abre uma hora antes.
Estac. no nº 1681 (R$ 8,00). Até 29 de maio.


ROSA DE VIDRO, adaptação de João Fábio Cabral livremente inspirada em
fragmentos biográficos e obras ficcionais de Tennessee Williams (1911-1983).
Drama. A angustiante imagem da atriz Julia Bobrow em uma redoma de
vidro já prenuncia que a montagem passa longe da leveza. Parte da história da
irmã do dramaturgo americano para enfocar um universo de desencantados.
Oprimida pela mãe, Rose se fechou em seu mundo. Internada em sanatórios,
inspirou o irmão em muitas personagens. Da competente iluminação ao ótimo
elenco – no qual se destaca Victória Camargo como a matriarca –, a peça é
cercada de cuidados. O diretor Ruy Cortez conduz com delicadeza um espetáculo
de rara força sobre aqueles que lutam por alguma perspectiva na vida, em vão
ou não. Com Tales Penteado e Ricardo Gelli (75min). 14 anos. Estreou em
1º/11/2007. Espaço dos Satyros Um (75 lugares). Praça Franklin
Roosevelt, 214, Consolação,
3258-6345, Metrô República. Sábado e domingo, 18h30. R$ 20,00. Estac. (R$
5,00). Até 1º de junho.


SENHORA DOS AFOGADOS, de Nelson Rodrigues. Drama. Depois dos
projetos Nelson 2 Rodrigues, O Eterno Retorno (de 1982, que reunia
Toda Nudez Será Castigada e Álbum de Família) e Paraíso Zona
Norte (com A Falecida e Os Sete Gatinhos, de 1989), o
diretor Antunes Filho volta a encenar o dramaturgo. Escrito em 1947, o texto
mostra os conflitos da família Drummond. Lee Thalor e Valentina
Lattuada interpretam o casal Misael e Eduarda, que acabam de perder a
filha caçula e vêem os traumas de todos ao seu redor virem à tona. A história
remete às tragédias gregas. Foi essa a leitura escolhida pelo tarimbado
Antunes, que passou parte da última década dedicado aos clássicos de Eurípides
e Sófocles. Rigorosa com as palavras, a impactante encenação propõe uma
estética fria que chega a comprometer a atuação de alguns integrantes do
elenco, mas não diminui sua densidade. Com Fred Mesquita, Angélica di Paula e
outros (90min). 14 anos. Estreou em 28/3/2008. Teatro Sesc Anchieta
(320 lugares). Rua Doutor Vila Nova, 245, Consolação,
3234-3000.
Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: 12h30/21h (seg. a
sex.); 9h/21h (sáb.); 14h/19h (dom.). Ingressos também no CineSesc e nas
demais unidades do Sesc. Até 27 de julho.


A SESSÃO DA TARDE OU VOCÊ NÃO SOUBE ME AMAR, de Marcos Ferraz. O
despretensioso musical apresenta a história de uma turma de amigos em
plenos anos 80. Eric é um rapaz apaixonado que sonha em ter uma banda e viver
de música. Está pronto o mote para a colagem de lembranças do autor. Além do
saudosismo, entram em cena questões ligadas ao universo juvenil de todos os
tempos, como primeiro amor, conflitos, diversão, desejos... Vigorosos no
palco, os atores da Cia. de Teatro Rock dançam, mostram timing cômico e soltam
a voz em hits de Lulu Santos, Blitz, Legião, Paralamas e Ultraje a Rigor.
Direção de Marcos Okura, Fezu Duarte e Fábio Ock (90min). 12 anos. Estreou em
12/9/2006. Teatro Folha (305 lugares). Shopping Pátio Higienópolis,
3823-2323.
Terça, 21h. R$ 20,00. Bilheteria: 15h/21h (ter. a sáb.); 12h/19h (dom.). Cc.:
M e V. Cd.: R e V. Ingressos antecipados,
3823-2737. FP. Estac. (R$ 5,00 por duas horas). Até dia 27 de maio.
SEXO, ETC E TAL, de Robson Guimarães. Comédia. O tema
anunciado no título é tratado numa série de esquetes. Situações sobre traição,
amor e fetiche fazem parte da trama levada por Amanda Blanco, André Sabino,
Nakuza Kule e André Rangel, esse último também o diretor da peça (120min). 14
anos. Estreou em 1º/3/2006. Teatro Bibi Ferreira (387 lugares). Avenida
Brigadeiro Luís Antônio, 931, Bela Vista,
3105-3129. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 40,00 (sex. e dom.); R$
60,00 (sáb.). Bilheteria: 14h30/ 21h (ter. a dom.). Até 29 de junho.

SUA EXCELÊNCIA, O CANDIDATO, de Jandira Martini e Marcos Caruso.
Comédia. Um grande sucesso de público, a montagem estreou em 2006 com o
galã Reynaldo Gianecchini, que, no ano passado, foi substituído por Tiago
Fragoso. Agora é Daniel Alvim quem interpreta o político corrupto e
despreparado, amante da mulher do financiador de sua campanha. As confusões
ainda incluem uma mãe solteira, um mordomo travesti e um porta-voz que vive a
chantageá-lo. O timing cômico dos atores seduz a platéia, mas a narrativa
apoiada em piadas previsíveis e com desfecho frouxo decepciona. Com Paulo
Coronato, Norival Rizzo, Lara Cordola, Sérgio Rufino e Carol Mariottini.
Direção de Alexandre Reinecke (120min). 12 anos. Estreou em 1º/9/2006.
Teatro Jardim São Paulo (371 lugares). Avenida Leôncio de Magalhães, 382,
Jardim São Paulo,
6959-2952. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 30,00 (sex. e dom.); R$
40,00 (sáb.). Bilheteria: 13h/ 21h (ter. a sex.); a partir das 13h (sex. a
dom.). FP. Estac. c/manobr. (R$ 7,00). Até 27 de julho.


TRAIR E COÇAR... É SÓ COMEÇAR, de Marcos Caruso. Comédia. Com
base na suspeita de adultérios múltiplos, a empregada Olímpia envolve seus
patrões e mais dois casais em muitas confusões. Sucesso há dezoito anos, a
montagem tem elenco renovado e sempre volta ao cartaz. Com Carlos Mariano,
César Pezzuoli, Annamaria Dias e Anastácia Custódio. Direção de Attílio Riccó
(120min). 10 anos. Estreou em 24/8/1989. Teatro Ruth Escobar – Sala Dina
Sfat (391 lugares). Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista,
3289-2358. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 40,00 (sex. e dom.); R$
50,00 (sáb.). Bilheteria: a partir das 14h (sex. a dom.). Estac. c/manobr. (R$
10,00). Até 1º de junho.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS DE UMA HISTÓRIA SÓ, de Otávio Martins. Drama.
Como a vida de alguém pode se transformar por inteiro em apenas um minuto? A
partir dessa pergunta, o ator Otávio Martins estreou na dramaturgia e na
direção. Quatro histórias aparentemente desconexas são contadas pelo ator Alex
Gruli. Nelas surgem um acidente de ônibus provocado por um rapaz desatento, um
casal que se desencontrou por causa do trânsito, um adolescente preocupado com
uma prova de química e sua vizinha suicida. Em meio a essas narrativas
informais, aparece a trama principal: a intensa relação entre uma jovem e seu
seqüestrador. Delicados na reprodução da angústia dos personagens, os atores
Melissa Vettore e Luciano Gatti humanizam o conflito sem cair na pieguice nem
na óbvia discussão das diferenças sociais. É uma montagem equilibrada e
dinâmica, cujo tom realista faz tudo para conduzir a platéia à reflexão. Com
Herbert Bianchi (60min). 16 anos. Estreou em 5/10/2007. Teatro Augusta –
Sala Experimental (50 lugares). Rua Augusta, 943, Consolação,
3151-4141. Quarta a sexta, 21h. R$ 30,00. Bilheteria: 15h/21h (qua. a sáb.);
14h/19h (dom.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 9 de maio.
VACA DE NARIZ SUTIL, adaptação de Hugo Possolo para romance de
Campos de Carvalho (1916-1998). Comédia dramática. Depois de O
Púcaro Búlgaro, adaptado para o teatro por Aderbal Freire-Filho, mais uma
obra do escritor mineiro ganha a cena em montagem do grupo Parlapatões. O ator
Henrique Stroeter interpreta um ex-combatente de guerra que divide quarto com
um surdo-mudo (papel de Hugo Possolo). Com Carolina Tilkian, Claudinei Brandão
e outros. Direção do adaptador (70min). 16 anos. Espaço Parlapatões (98
lugares). Praça Franklin Roosevelt, 158, Consolação,
3258-4449, Metrô República. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00.
Bilheteria: 16h/22h (ter. a qui.); a partir das 16h (sex. a dom.). Estac. (R$
5,00). Até 1º de junho. A estréia estava prometida para sexta (25).


VIRGOLINO E MARIA, AUTO DE ANGICOS, de Marcos Barbosa. Drama.
Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e Maria Gomes de Oliveira, a Maria
Bonita, causaram medo e tensão no Nordeste. Por trás dos terríveis
cangaceiros, porém, existia um casal cheio de fragilidades, angústias e
paixão. Inspirado em um fato real – a execução dos dois, em 28 de julho de
1938, em Angicos, Sergipe –, o autor recriou ficcionalmente a derradeira hora
de vida deles. Dirigidos por Amir Haddad, Marcos Palmeira e Adriana Esteves
desmitificam os lendários personagens. Uma discussão tola por causa do café e
o desespero diante do perigo iminente mostram as diferenças de cada um e a
batalha, sobretudo a da mulher, para alimentar a relação. A ambientação
intimista transporta a platéia para o sertão. Como se fosse um jagunço
testemunha da alcova dos amantes, o espectador percebe a universalidade de uma
história a princípio tão regional (80min). 12 anos. Estreou em 28/3/2008.
Tucarena (280 lugares). Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes,
3188-4156. Sexta e sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 40,00 (sex.); R$ 50,00 (sáb.
e dom.). Bilheteria: 15h/20h (qua. e qui.); a partir das 15h (sex. a dom.).
Até 1º de junho.

A VOZ SUBTERRÂNEA, adaptação de Paulo Fabiano para romance do russo
Fiodor Dostoievski (1821-1881). Monólogo dramático. Escrito em 1864,
Notas do Subterrâneo é transposto com fidelidade para o palco. Também
diretor, o adaptador Paulo Fabiano interpreta com garra um homem que se tranca
em seu quarto e desiste de interagir com outras pessoas. O excesso de
verborragia compromete a agilidade da montagem, que ganha ritmo graças a bons
achados como a trilha instrumental (60min). 15 anos. Estreou em 15/3/2008.
Teatro X (80 lugares). Rua Rui Barbosa, 399, Bela Vista,
3283-2780. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00. A bilheteria abre uma
hora antes.


WEST SIDE STORY, de Arthur Laurents. Cercado de expectativas, o
musical de 1957 ganha a primeira versão brasileira dirigida por Jorge
Takla. Inspirado em Romeu e Julieta, o espetáculo foi levado ao cinema
em 1961 e faturou dez Oscar (no Brasil, ficou conhecido como Amor, Sublime
Amor). Embalado pelas belas melodias de Leonard Bernstein, letras de
Stephen Sondheim e coreografia de Jerome Robbins, a montagem não tem as
sutilezas nem a graça de My Fair Lady, o ótimo trabalho anterior de
Takla. Mas impressiona pela grandiosidade. São 42 atores e 24 músicos na
orquestra para executar a trilha recheada de sucessos como Maria, Tonight
e America. Por trás da oposição de duas gangues de Nova York, explode o
amor do americano Tony, interpretado por Fred Silveira, pela porto-riquenha
Maria (Bianca Tadini). O romance e seus desdobramentos parecem datados, mas
fica difícil não se deixar seduzir pela produção milionária, por bailarinos
milimetricamente ensaiados para as difíceis coreografias e pela atuação de
Sara Sarres. Como a sensual Anita, a atriz, mesmo não sendo a protagonista,
brilha mais que qualquer um. No elenco ainda estão Francarlos Reis, Adalberto
Halvez e Luciano Andrey (140min, com intervalo). 12 anos. Estreou em 8/3/2008.
Teatro Alfa (1?122 lugares). Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722,
Santo Amaro,
5693-4000.
Quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 18h. R$ 40,00 a R$ 150,00.
Bilheteria: 11h/19h (seg. a qua.); a partir das 11h (qui. a dom.). Cc.: todos.
Cd.: V. Televendas,
0300?7893377. FP, IR. Estac. (R$ 9,00; c/manobr., R$ 18,00). www.teatroalfa.com.br.
Até 27 de julho.
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